Bravura Indômita, de Charles Portis
Um livro que me tirou das mesmices de minhas leituras. Eu sei, virou filme, e há mais de um ano, mas só agora tive a chance de ler este livro (que estava igualmente há um ano em minha estante). Me mostrou o quanto eu ainda deveria me aprofundar no gênero western de...
17 de
fevereiro
de 2012
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Viva a classe média
Risos. Muitos risos. Cof, cof, cof. Alguns segundos para me recompor. Vamos lá. Durante as minhas férias decidi ficar off-line, desconectar dos viciantes gadgets. O melhor da experiência foi a sensação de descobrimento quando acendi meu computador e chequei os meus e-mails e minhas mensagens no Facebook. Olha só que...
15 de
fevereiro
de 2012
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Um Homem de Sorte, de Nicholas Sparks
Para quem nunca leu um livro de Nicholas Sparks, ele é apenas um autor de histórias de amor. Para mim, e acredito que para boa parte de seus leitores, ele vai muito além. Claro, há romance em todas as obras do autor. Geralmente são o centro da trama. Ainda assim,...
24 de
janeiro
de 2012
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Em Chamas, de Suzanne Collins
Se Jogos Vorazes teve um começo lento, e demorou até tornar-se um livro viciante, o mesmo não acontece com sua seqüência, Em Chamas. O segundo volume da série apresenta um ritmo intrigante do começo ao fim, transbordando ação e suspense em quantidade suficiente para fazer o leitor virar as páginas sem...
24 de
janeiro
de 2012
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Todo apaixonado por literatura que possui, por consequência, uma certa “solidariedade literária”, sabe qual é o prazer de se dividir uma experiência lida, vivida através das palavras. Incentivar as pessoas das quais eu gosto a ler mais e desbravar horizontes cada vez mais inusitados, ao lhes emprestar um exemplar que guardamos...
4 de
janeiro
de 2012
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Pergunte ao Draccon – Respostas
O processo de pesquisa é comumente exaustivo. Para um escritor profissional, a parte da escrita em si não é o mais difícil, mas sim a pesquisa, o embasamento e a estrutura ao redor da história que ele se propõe a montar. Com Dragões de Éter, como foram anos entre os...
3 de
janeiro
de 2012
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Novos ídolos
Olha, eu preciso me confessar: desde moleque adoro um programa trash. Só pra dar um exemplo. Enquanto meus amiguinhos assistiam a Xuxa, eu perdia horas e horas tentando decorar “tuiuiu iu iu, sou curumim iê iê, tuiuiu iu iu, sou curumã arauê”. Acho que sou uma das poucas pessoas que...
3 de
janeiro
de 2012
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Sobre os novos livros brasileiros
Não venho aqui para discutir os méritos de ninguém, nem acho que devemos comparar seja quem for com quem quer que seja. Mas vivemos – no caso, eu – aqui, dissertando sobre todos os autores para jovens adultos de modo que sempre tentamos aclamar aqueles que estão em voga e/ou nos agradam mais....
3 de
janeiro
de 2012
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Bellissima, de Nora Roberts
Nora Roberts é aquele tipo de autora que toda mulher deve ler pelo menos uma vez na vida. Suas histórias são sempre lindas, românticas, com homens perfeitos, mulheres mais perfeitas ainda, amores à primeira vista, sexo, etc, etc, etc. E tem o dom de fazer a gente ficar nas nuvens...
2 de
janeiro
de 2012
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adorei a resenha! fiquei com muita vontade de ler o livro, eh dificil as histórias terem uma personagem tão decidida ...
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A resenha está muito boa, essas novidades apimentam as estantes!
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Charles Portis
ISBN: 9788579620430
Editora: Alfaguara
Tradutor: Cassio de Arantes Leite
Ano de publicação: 2011
Páginas: 192
Classificação: 3/5
Preço de Catálogo: R$29,90
Onde comprar:
Submarino | Saraiva | Cultura
Um livro que me tirou das mesmices de minhas leituras.
Eu sei, virou filme, e há mais de um ano, mas só agora tive a chance de ler este livro (que estava igualmente há um ano em minha estante). Me mostrou o quanto eu ainda deveria me aprofundar no gênero western de literatura, campo este ainda desconhecido por mim e por muitos brasileiros.
Bravura Indômita começa com a morte de um bom sujeito, pai de família, que teve a infelicidade de tentar segurar um bêbado enfurecido – Tom Chaney – e acaba assassinado por este. Assim que sabe da morte de seu pai, Mattie Ross decide vingá-lo (afinal, o assassino trabalhava para sua família!) e, assim, parte para a cidade de Fort Smith, no Arkansas, para seguir o rastro do assassino e cuidar do traslado do corpo. Apesar de ser menina e ter apenas quatorze anos, Mattie não abaixa a cabeça pra ninguém: consegue revender os pôneis recém comprados por seu recém falecido pai e convence Rooster Cogburn – um fora-da-lei-convertido-em-US-
Mattie Ross é uma senhora protagonista! Cabeça-dura, teimosa, certinha e até um pouco mimada, só aceita as coisas do jeito dela. E tá certo, afinal, é ela quem está pagando, né? Mas é também uma garota valente, dura na queda, sem frescuras e muito mais “macho” que muito marmanjo com pistola. O trio é completo assim. Como a narrativa é contada sob o ponto de vista de Mattie, apesar do assunto “pesado” das mortes e afins, a coisa fica um pouco suavizada, como quando ela não se avexa em dividir sua inocência com os leitores em achar que as cobras menores tinham menos veneno. Tudo é contado como se você e ela estivessem numa fogueira, trocando histórias sobre o passado.
O que Charles Portis fez com essa narrativa é interessantíssimo, transcrevendo a linguagem oral (inclusive suas gírias e vícios de linguagem da época) para a literatura, escrevendo sobre uma época que ele não viveu, mas, ainda assim, muito fresca na cultura norte-americana. Ele soube exatamente quando acelerar os fatos e quando “se perder” em divagações, como se realmente Mattie estivesse na sua frente contando o causo. O autor também se preocupou em retratar não apenas os costumes de vestimenta e comida da época, mas principalmente a sensação de perspectiva de vida, os valores que eram apreciados e o tipo de coisa que as pessoas tinham que fazer para sobreviver naquele Meio Oeste, perdido entre o deserto e a fronteira. E Charles fez tudo isso sem ser bruto, mas, ainda assim, mostrando a bravura de sua protagonista. Difícil criar uma protagonista valente sem ser machona, mas Mattie é “uma mulher com cérebro, uma língua afiada, uma manga presa com alfinete.”
Vale a leitura se você quer ler algo novo.
Nicholas Sparks
ISBN: 9788563219138
Editora: Novo Conceito
Tradutor: Marcely de Marco Martins Dantas
Ano de publicação: 2011
Páginas: 349
Classificação: 5/5
Preço de Catálogo: R$29,90
Onde comprar:
Submarino | Saraiva | Cultura
Para quem nunca leu um livro de Nicholas Sparks, ele é apenas um autor de histórias de amor. Para mim, e acredito que para boa parte de seus leitores, ele vai muito além. Claro, há romance em todas as obras do autor. Geralmente são o centro da trama. Ainda assim, seus livros não são meros romances água com açúcar, como alguns julgam (geralmente quem não os leu). Sparks é drama puro. Mais que isso, seus livros são simplesmente sobre relacionamentos humanos, e o amor entre um homem e uma mulher é apenas uma das facetas que ele retrata no texto.
Assim foi com os seus romances mais conhecidos, Querido John e A Última Música. Ainda que tragam histórias de amor, estes livros trazem muitos outros conflitos que ultrapassam o óbvio ao gênero. Em ambas as tramas, Sparks reproduz problemas familiares que são um reflexo de muitas casas, e talvez esta seja a razão do sucesso de seus livros. Tanto em a A Última Música quanto em Querido John, os protagonistas enfrentam problemas com os pais enquanto estão em busca de si mesmos. Nada mais são que jovens procurando seu lugar no mundo. Com Um Homem de Sorte, último lançamento do autor no Brasil, não é diferente. O livro é tão bom quanto os citados anteriormente. Há romance transbordando das páginas, e ainda assim Sparks não transforma a obra em um simples livro de mulherzinha. Ele consegue facilmente segurar as pontas entre os gêneros e prender o leitor do começo ao fim, alternando as tramas paralelas e os conflitos que todos os personagens enfrentam, assim como a narrativa, dividida entre os três protagonistas. É um romance de primeira linha.
Claro, a trama de Um Homem de Sorte pode soar boba durante a leitura da sinopse. Um fuzileiro americano encontra a foto de uma mulher no chão em plena batalha durante a Guerra do Iraque. Ele procura o dono entre seus companheiros de pelotão, mas não encontra ninguém. Desta forma, passa a guardar a imagem junto a si, em sua carteira. A partir dai, acredita que ela vira um amuleto, protegendo-o em diversos momentos da guerra. Cinco anos depois, o tal fuzileiro, Logan, volta aos EUA. Ele atravessa o país para encontrar a mulher desconhecida da foto, acreditando que ela o salvara e está destinada a ele.
Sim, a trama parece boba a princípio. Entretanto, nas mãos do mestre Nicholas Sparks, ela funciona muito bem, como provavelmente não funcionaria com outro escritor. Sparks desenvolve todos os personagens desde o começo e é prazerosa a forma como tudo se desenrola conseqüentemente. A partir do momento que Logan finalmente encontra Beth, Sparks narra o dia-a-dia de seu novo trabalho junto a ela no canil da avó Nana, um retrato do cotidiano que o autor faz de forma interessante, algo que só ele consegue tão brilhantemente. Acompanhamos o relacionamento de Logan com o filho de Beth, Ben, a quem ele se apega muito fácil, e obviamente com a sua mãe. Então entra Clayton, o ex-marido e pai de Ben, que está incomodado com o homem estranho que se infiltrou na vida de sua antiga família. Sparks dá espaço ainda para os conflitos entre Ben, que não gosta de conviver com o pai, e o próprio Clayton, que resolve atrapalhar todos os novos relacionamentos que sua ex-mulher consegue. Já no final do livro, o autor pega o leitor de surpresa com uma cena final rápida, mas excelente, e ainda prega uma peça no epílogo, enganando direitinho. Tudo satisfatório. O único defeito do livro talvez seja a capa brega e sem graça que ele recebeu da Novo Conceito, o que não é nenhuma novidade, considerando o catálogo da editora. Deveriam ter reproduzido as capas americanas, que são bem melhores.
Sparks, mais uma vez, impressiona e faz um livro não só bom, mas prazeroso e brilhantemente simples de se ler. É Sparks, este é seu estilo. Um Homem de Sorte é um livro sobre família, conflitos e amor. Sobretudo, um livro destinado a leitores que querem uma trama pueril, bem desenvolvida e com bons personagens. Tem a cara do verão, uma ótima pedida para se ler na praia, com os pés na areia. O filme baseado na obra deve sair em abril e, de acordo com o trailer, parece ser fiel ao original. Vamos torcer para que a produção tenha o mesmo cuidado com a trama que o mestre Sparks teve em escrevê-la, e não repita o fisco do filme Querido John.
Se Jogos Vorazes teve um começo lento, e demorou até tornar-se um livro viciante, o mesmo não acontece com sua seqüência, Em Chamas. O segundo volume da série apresenta um ritmo intrigante do começo ao fim, transbordando ação e suspense em quantidade suficiente para fazer o leitor virar as páginas sem parar. É um livro ainda melhor e mais surpreendente que o primeiro, algo incomum em séries juvenis, que geralmente caem na mesmice no segundo volume, a prova de ferro do talento do escritor em manter uma trama.
Em Chamas traz os acontecimentos imediatos ao primeiro volume. Após escaparem vivos dos Jogos graças a uma trapaça, Katniss e Peeta agora enfrentam a fúria do presidente Snow, que acredita que o ato desencadeará o início de uma revolução por toda Panem. Para ele, a estratégia utilizada indicará aos distritos que o poder da Capital é limitado e um golpe pode ser bem sucedido. Snow aparece em pessoa para ameaçar Katniss e convencê-la a lutar contra isso, mostrando a população que um ato de rebeldia seria perda de tempo. Ainda assim, Katniss está perdida, sem saber o que fazer, já que não decide se obedece e protege sua família ou ajuda a criar uma rebelião, tornando-se líder dela, e livrando todos dos futuros Jogos. Ela não espera, no entanto, que a Capital está tramando algo maior contra eles, e que ela e Peeta serão obrigados a lutar novamente.
Como se vê, a trama da série caminha para um destino ainda mais político, abordando guerras e revoluções, que deve se intensificar no terceiro volume, como o fim de Em Chamas mostra. No segundo livro, no entanto, ainda não chegamos lá – estamos apenas a caminho. Toda a trama envolta nisso torna o livro tenso, denso e agonizante, sensações que acabam por prender o leitor até o fim de maneira eficiente. O final, aliás, é intrigante, e o leitor certamente irá querer correr para ler o terceiro e derradeiro livro.
Quando Katniss caminha para o seu segundo “Jogos”, já na metade de Em Chamas, tudo acontece muito rápido, e ao chegar ao final, fica a gostosa impressão de que o livro precisava ser maior, principalmente para cobrir toda a ação da arena. Ele apresenta novos personagens, que mudam de caráter ao longo da narrativa, e intensifica o triangulo amoroso central, sem tornar-se meloso ou cansativo.
O segundo volume de Jogos Vorazes é a prova que a série é uma excelente opção de leitura, tanto pelo divertimento quanto pelas mensagens e críticas políticas que podem ser lidas nas entrelinhas. É a prova que Suzanne Collins veio para ficar, e que o sucesso de seu primeiro livro não é apenas sorte ou marketing. “Jogos” é de fato uma das melhores e mais viciantes séries lançadas nos últimos anos.
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Dei há alguns anos esse livro pro meu namorado. Ele gostou, e nunca pedi emprestado. Confesso que quando li aqui ...
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O livro é realmente muito instigante, adorei esse suspense que a cada página me surpreendia, foi assim do início ao ...
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Todo apaixonado por literatura que possui, por consequência, uma certa “solidariedade literária”, sabe qual é o prazer de se dividir uma experiência lida, vivida através das palavras. Incentivar as pessoas das quais eu gosto a ler mais e desbravar horizontes cada vez mais inusitados, ao lhes emprestar um exemplar que guardamos com carinho na estante – no meu caso, dentro do guarda-roupa – me deixa abobadamente orgulhoso, e qual foi a minha surpresa ao receber um empréstimo em retorno da minha querida prima Luana Aquino. Foi minha vez de reviver a experiência dela sob minha perspectiva, na trama de A Farsa, do norte-americano Christopher Reich.
Grande parte da aventura de espionagem tem lugar na Suíça, país onde o autor trabalhou como banqueiro por certo período, adquirindo familiaridade e riqueza nos detalhes do percurso. Há três personagens centrais na narrativa de Reich: Jonathan Ransom, um médico que atua em localidades precárias ao redor do mundo e protagonista deste thriller; Emma, sua esposa que, logo no início do livro, despenca em um desfiladeiro nas geleiras e morre drasticamente; e o detetive Marcus Von Daniken, um homem do Serviço Secreto que está atrás do principal suspeito de um atentado terrorista iminente: o próprio Jonathan.
Atordoado com a morte da mulher, Jonathan descobre uma encomenda endereçada a Emma cheia de dinheiro, identidade falsa e muitos mistérios sem resposta. É a partir daí que Ransom embarca em uma jornada atrás da verdadeira identidade – se é que existiria uma – da falecida e amada esposa e, ao mesmo tempo, vira alvo de uma caçada mortal; ao contrário da realidade, quem quer que estivesse por trás da verdade e da relação de Emma aos atentados planejados na Suíça pensa que Jonathan sabe demais e precisa ser silenciado.
É inevitável ao longo da trama não comparar a obra de Reich aos livros de Dan Brown. Semelhanças de estilo cuja narrativa transcorre como cenas de um longa metragem. Contudo, saudade foi o que mais me consumiu pelas páginas de A Farsa. “Não é Dan Brown”, insistia meu pensar. Existe até um assassino intitulado “o Fantasma”, referência direta ao fanático religioso que é personagem de Brown em O Código Da Vinci (2003).
A trama agrada aos fãs de espionagem – quem vos escreve inclui-se na lista – e de conspirações, mas confesso ter me arrastado pelos capítulos principalmente no começo, por ser extremamente difícil ligar todos os personagens até a página 100. Contudo, as revelações finais surpreendem os desavisados e deixa o caminho livre para as continuações: A Vingança (Rules of Betrayal, 2009) e A Traição (Rules of Betrayal, 2011).
Meus agradecimentos pela experiência, Lu!
Nora Roberts
ISBN: 9788528614404
Editora: Bertrand Brasil
Tradutor: Maria Clara Mattos
Ano de publicação: 2010
Páginas: 546
Classificação: 4/5
Preço de Catálogo: R$55,00
Onde comprar:
Submarino | Saraiva | Cultura
Nora Roberts é aquele tipo de autora que toda mulher deve ler pelo menos uma vez na vida.
Suas histórias são sempre lindas, românticas, com homens perfeitos, mulheres mais perfeitas ainda, amores à primeira vista, sexo, etc, etc, etc. E tem o dom de fazer a gente ficar nas nuvens no final de cada livro. Não tem erro. Se você está:
- Deprimida
- Chateada
- Feia
- Solteira
- Na seca
A melhor coisa que você pode fazer é sentar no sofá com um potão de pipoca (ou sorvete) e um livro da Nora Roberts. Eu garanto que você vai se levantar bem mais animada (e gorda, depois de tanta pipoca, mas isso a gente abafa).
A história milagrosa da vez é Belissima, que se passa entre a Itália – Florença, para ser mais exata – e o Maine. Aqui conhecemos a Dr. Miranda Jones, uma estudiosa de arte que costuma datar peças antigas encontradas por aí e verificar a sua procedência. Miranda, como todas as protagonistas da Nora, é perfeita fisicamente, mas cheia de neuras. Tem um péssimo relacionamento com os pais, inúmeras fobias sociais, que se fossem na vida real seriam impossíveis para uma mulher tão bonita, e dirige um instituto de arte no Maine com seu irmão, Andrew, que é lindo-maravilhoso-forte-alto-perfeito-gostoso-carente-e-alcoólatra.
No início da história Miranda é chamada por sua mãe-sargento para, em Florença, datar uma escultura que ela desconfia ser um Michelangelo. Miranda fica animadíssima com a perspectiva, mas, de uma hora para a outra, as coisas começam a dar errado e ela é afastada da estátua. Ela volta para o Maine, inconformada e conhece por acaso no Instituto o igualmente perfeito Ryan Boldari. Eles tem aquela “química Nora Roberts de atração fatal à primeira vista” e começam a sair juntos para se conhecerem melhor. O que Miranda nem desconfia é que Ryan é um ladrão de arte – não é spoiler! Ta na orelha do livro a informação – e que ela, vejam só, é o próximo alvo. Quando ela descobre isso, claro, a casa cai e o resto da história vocês podem imaginar.
Belissima é, de todos os livros da Nora que li, o que mais demorou pra me conquistar. Acho que isso se deve à Miranda ser meio mala no início e tal e toda aquela história com esculturas, pinturas, etc. Eu vivo falando pros meus amigos que, se eu pudesse escolher uma arte para salvar esta seria a Literatura, então dá pra imaginar a minha paciência com quadros e estátuas, né? Mas, quando eles param de falar dos incríveis traços de Michelangelo/Davi/Aleijadinho (brinks! Do Aleijadinho eles nem falam.. D=) e etc, o livro melhora 100%.
E ainda tem o romance paralelo básico protagonizado pelo Andrew que, mesmo bêbado, é uma graça. #Aiquevontadedelevarpracasa!
Enfim, leitura recomendadíssima, especialmente para quem se encontra em alguma das situações que citei no início da resenha. Nora Roberts é conto de fadas pra moças crescidas e nunca decepciona!
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Gente, é claro que existem estes livros (os quais também li), mas pensem: a cada "1808" que é lançado, quantos ...
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Eu recentemente li "A Casa das Sete Mulheres", um BAITA romance histórico (e que logo terá resenha aqui na Sub). ...
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Jean, concordo com você quando diz que 1808 e 1822 não são tão bons. Mas discordo quando diz que " ...
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Ronaldo Wrobel
ISBN: 9788501091147
Editora: Record
Ano de publicação: 2010
Páginas: 272
Classificação: 5/5
Preço de Catálogo: R$32,90
Onde comprar:
Submarino | Saraiva | Cultura
Ronaldo Wrobel me surpreendeu em cada capítulo deste livro.
A aparentemente simples história de um pobre sapateiro, Max Kutner, que foge para o Brasil em busca de novos ares e novas oportunidades, não é tão simples assim. Tudo começa quando descobrimos que Max usa uma identidade falsa (bom, isso era meio que de se esperar, considerando que todo mundo usava identidade falsa na época da guerra) e em seguida, tão logo chega ao Brasil, é “convidado” para colaborar com a nação traduzindo as muitas cartas que chegavam ao nosso país escritas em iídiche. Sem opção, Max vê-se às voltas com o governo Vargas e membro colaborador da polícia.
Mas é nos piores momentos que vemos a luz. E a luz de Max atendia pelo nome de Hannah.
Traduzindo a troca de cartas entre Hannah e sua irmã, Guita (em Buenos Aires), Max acaba se apaixonando por ela e decide que precisa encontrá-la. Começa, assim, a nova trajetória de vida do pobre coitado. Flertando com o thriller, o autor causa reviravoltas surpreendentes ao final de cada capítulo, além de pincelar sua narrativa com ótimas frases (de sua autoria e de outros também) e pensamentos, que nos fazem querer sublinhas o livro todo.
A trama é bem conduzida, os personagens são fortes. Mas o mais impressionante de tudo é a pesquisa histórica que Ronaldo fez para ambientar sua história. É só ler o livro para saber que ele não poupou esforços para buscar as informações necessárias, estivessem elas em português ou em iídiche.
E o que falar do verdadeiro final do livro? Wow!
Eis uma bela obra, que fotografa o Rio de Janeiro de uma época que muitos de nós não viveu para observar, mas que por ter sido como foi, nos coloca, hoje, onde estamos. Me surpreende, entretanto, que o gênero literatura histórica não seja mais recorrente em nosso país. Quero dizer, com exceção dos best-sellers 1808, 1822 e Saga Brasileira ( e estes, ao meu ver, não são tão romances assim), poucos títulos podemos citar neste quesito. Sinceramente, espero que Traduzindo Hannah estimule os nosso escritores a voltarem sua atenção à nossa própria história, que é rica e precisa ser contada!
Manoel Carlos
ISBN: 9788500018596
Editora: Ediouro
Ano de publicação: 2006
Páginas: 234
Classificação: 5/5
Preço de Catálogo: R$29,90
Onde comprar:
Submarino | Saraiva | Cultura
Assim como em suas novelas, Manoel Carlos consegue retratar bem o comportamento da sociedade brasileira, com destaque a carioca. Tudo se deve ao fato de o autor ser um bom ouvinte, observador e provavelmente ter muitas amigas mulheres. O próprio Manoel admite isso nas crônicas. Parte dos textos são sobre histórias que aconteceram com amigos do escritor, principalmente mulheres, que encontram nele um bom confidente e conselheiro (ainda que ele não seja gay, e sim casado e com filhos).
Para quem gosta dos quatro temas citados acima, então, o livro é um prato cheio. Há diversas crônicas de reflexão sobre o comportamento feminino, que os homens tanto custam a entender, assim como as diferenças entre homem e mulher e as dificuldades resultantes para o casamento. A última parte, escrita mais recentemente, mostra um Manoel velho e nostálgico, filosofando sobre a vida e as diferenças de sua época para a que vive a juventude atual. Sempre com um bom toque de humor.
Recomendo muito o livro, principalmente para quem não está habituado a ler crônicas e gostaria de começar. É um ótimo ponto de partida, e será difícil sair insatisfeito com os textos.
Senti-me levando uma porrada na cara. A cada virar de página, um novo soco – às vezes no rosto, as vezes nas costas, mas principalmente no estômago. Ironia ou não, era exatamente assim que os palestinos estavam sendo retratados a todo momento.
O que mais me impressiona – e entristece – é que Joe Sacco viajou a Palestina em 1989 e desenhou esse quadrinho até 1995, muito antes de Bin Laden, Muamar Khadafi, revolução egípcia e o cerco na Líbia. Vinte anos atrás e realmente nada mudou, nada melhorou; ao contrário, a coisa se alastrou por todo o norte da África e além das fronteiras com Israel. Naquela época, as facções de libertação pela Palestina e a Fattah ainda eram embrionárias. Poderia Sacco saber, naquela época, que a Fattah, a Al Qaeda e muitas outras facções ganhariam projeções mundiais?
Ao contrário do que possa parecer, este Palestina não é uma visão unilateral do conflito, mas sim um questionamento, pertinente tanto na época quanto hoje, vinte anos depois. O envolvimento onde-não-foi-chamado dos Estados Unidos não só permaneceu quanto também aumentou, com a tal guerra no Iraque por armas nucleares e no Afeganistão, por armas biológicas. Só que por mais que a coisa tenha piorado, por outro lado tem sido mais abordado e questionado o tema, o que não deixa de ser uma certa vitória, ainda que não seja a paz.
A paz não virá, e tal qual o livro acaba de repente, como se a própria vida do autor-turista tivesse sido interrompida enquanto da produção (achei isso muito apropriado). Também gostei que Joe Sacco em nenhum momento se colocou como dono da verdade, ou um super corajoso repórtes; ele é um homem comum, com um objetivo mas que também tem seus limites, seus medos, suas frescuras e ele não teve medo de nos apontar isso em sua obra, falando que saiu correndo quando achou que o conflito ia aumentar, o quanto ele se sentia acuado quando lhe perguntavam se podiam ir com ele pros Estados Unidos, se ele podia conseguir ajuda, dinheiro.
A situação é delicada, como sempre foi. Hoje é mais televisionado, sim, mas até que ponto não estamos/continuamos assistindo a apenas um lado da história?










































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