Suspense
O Dia da Caça, de James Patterson
Postado por em 23 de novembro de 2011
O Dia da Caça (Cross Country)
James Patterson

ISBN: 9788580410198
Editora: Arqueiro
Tradutor: Fabiano Morais
Ano de publicação: 2011
Páginas: 224
Classificação: 3/5
Preço de Catálogo: R$24,90
Onde comprar:
SubmarinoSaraiva | Cultura

Bem-vindos ao mundo de James Patterson! Finalmente com seus livros tendo o devido investimento de marketing, este autor americano – cuja modesta marca é de ter vendido mais de 230 milhões de livros ao redor do mundo – chega aos leitores neste volume das aventuras do detetive Alex Cross.

Alex Cross está diante do criminoso mais cruel que já enfrentou. Furioso, Cross decide pegar o assassino a qualquer custo. O detetive entra numa caçada implacável, numa terra sem lei.

Estas são as frases de destaque na quarta capa do livro, que resumem bem a trama: Alex um dia é chamado para investigar o assassinato de uma família e, ao chegar à casa, descobre que conhecia a mãe daquela família: era Ellie Cox, sua ex-namorada e primeira paixão de adolescência. A partir daí (e por mais que ele mesmo não admita), o detetive leva o caso para o lado pessoal e não mede consequências ao ir atrás do assassino mesmo que esta perseguição o leve à… Nigéria!

Tiger é o nome do assassino, mas isso você descobre nas primeiras páginas ou na própria orelha do livro. Tiger é chamado assim porque quase não existem tigres na Nigéria. Ainda sobre trocadilhos-indiretas, outro personagem, Rockets, era assim chamado por causa da camiseta americana que sempre utilizava. Aliás, o próprio título: em português, O dia da caça faz uma clara alusão à imagem que nós, ocidentais, temas da África – um lugar meio místico, meio selvagem, ainda nos dias de hoje desconhecido e perigoso. Em inglês, acho que o título funciona melhor, porque consegue fazer esse trocadilho que a versão brasileira faz, mas também brinca com o nome do próprio protagonista, Alex Cross: “Cross Country”, que numa tradução livre seria algo como “atravessando o país”.

É verdade o que o marketing deste autor diz: as páginas viram sozinhas. Você vai lendo, vai lendo, vai lendo… e quando vê, já está na metade do livro. É rápido e prático, divididos em mais de cento e cinquenta capítulos em suas pouco mais de duzentas páginas! A trama é altamente cinematográfica, fazendo com que o leitor consiga ver o que o autor quer que ele veja e sentir o que quer que ele sinta. Pode parecer fácil enquanto lemos, mas dominar essa técnica é altamente difícil.

Agora, bem que a fonte podia ter sido um pouquinho maior, hein? Letra pequena não é comigo!

Gostaria de pensar que todas as atrocidades que o detetive presenciou na Nigéria era algo exclusivo daquele país, mas não é nada muito distante do que acontece aqui no Brasil, ou mesmo no próprio Estados Unidos, basta apenas se propor a enxergar esse tipo de coisa, em vez de acreditar apenas no que a TV mostra.  E você conclui: que merda, hein?

A primeira metade da trama eu diria que é mais inclinada para o policial, pois Alex Cross está investigando o tal assassinato e querendo saber o paradeiro de Tiger. Da metade em diante, o jogo vira e cai pro lado do suspense, pois já não sabemos quem quer o quê. Não à toa, logo na capa está escrito: a perseguição começou. Alex Cross será a caça ou o caçador?

Palavras Envenenadas
Postado por em 10 de maio de 2011
Palavras Envenenadas (Palabras Envenenadas)
Maite Carranza

ISBN: 9788563219251
Editora: Novo Conceito
Ano de publicação: 2011
Páginas: 264
Classificação: 4/5
Onde comprar:
SubmarinoSaraivaCultura

Bárbara Molina desapareceu misteriosamente aos 15 anos. Ela era uma menina problemática e cheia de segredos e ninguém consegue imaginar o que aconteceu pra ela resolver fugir de casa e, depois de uma aparente briga, sumir.

Quatro anos depois chega o dia de o inspetor Lozano se aposentar, mas ele não se conforma com esse caso não resolvido. Será que Bárbara morreu? Simplesmente fugiu com alguém, ou alguém terá feito mal a ela realmente?

Logo de início descobrimos que Bárbara está viva sim e vivendo em cativeiro. Mas seu sequestrador é o grande mistério do livro, e fiquei o tempo todo desconfiando de vários personagens. Mas, um detalhe, consegui descobrir o culpado antes da hora, embora tenha sido chocante ver minha suspeita confirmada!

Uma coisa interessante são os quatro narradores! Em cada capítulo vemos as coisas pelos olhos de um personagem diferente. Salvador Lozano, o inspetor, nos contando aos poucos os detalhes do caso; Nuria Solís, mãe de Bárbara, que perdeu totalmente a vontade de viver depois do desaparecimento da filha; Eva Carrasco, amiga – ou nem tanto -, que tem medo de ter alguma culpa no acontecido; e a própria Bárbara, nos contando um pouquinho de sua vida nos últimos tempos e também lembrando um pouco do passado.

E tudo isso se passa num único dia! O inspetor revendo o caso acaba abrindo novas frentes de investigação e Bárbara consegue fazer uma ligação para Eva dizendo que está viva e só, e daí tudo começa a se resolver, aos poucos, depois de tantos anos.

Mesmo com tão poucos diálogos, uma coisa que costuma me incomodar bastante na leitura, a história é tão bem escrita que a narrativa flui fácil e é quase impossível largar o livro.

Muitas mentiras, segredos e suspense! O livro é tão inquietante que eu mal podia esperar o desfecho da história! Adorei!!!


Maite Carranza, nasceu em Barcelona. Formou-se em antropologia e lecionou línguas antes de dedicar-se à criação literária. Publicou mais de quarenta títulos e obteve importantes prêmios literários na Espanha, ente eles o Prêmio da Crítica Serra d’Or e Prêmio Edebé de literatura infantil. Seu mais recente êxito, a trilogia A guerra das bruxas, já foi traduzido em mais de 25 países, incluindo Inglaterra e EUA, ambos pela Blomsbury.

Uma Estranha Simetria
Postado por em 1 de maio de 2011
Uma Estranha Simetria (Her Fearful Symmetry)
Audrey Niffenegger

ISBN: 9788560280797
Editora: Suma de Letras
Ano de publicação: 2011
Páginas: 360
Classificação: 4/5
Onde comprar:
SubmarinoSaraivaCultura

Quando vi que a Suma das Letras lançaria outro romance de Audrey Niffenegger eu fiquei louca pra ler! A Mulher do Viajante no Tempo foi um dos melhores livros que li nos últimos tempos. Amei demais mesmo e o livro mexeu muito comigo! Por isso tamanha ansiedade por outro livro dela…

Elspeth está morrendo e em seu testamento deixa todos os seus bens, principalmente seu apartamento em Londres, para as duas sobrinhas gêmeas que não conheceu, Julia e Valentina, filhas de sua irmã (também gêmea), Edie. Mas com algumas condições… As meninas precisam morar juntas no apartamento por um ano e sua irmã e o cunhado, Jack, não podem pisar nele.

Mas a história não é só sobre as gêmeas mais novas e a aventura de viver num novo país. Na verdade, o livro gira em torno da morte – e do fantasma – de Elspeth e fala da relação entre irmãs gêmeas.

Logo no início já percebemos que aconteceu algo importante e grave entre as irmãs no passado. Elas eram amigas e muito unidas, mas por algum motivo se separaram. Elas não se viam há 20 anos. E não só por Edie ter ido morar em Chicago e Elspeth ter ficado em Londres…

Todos os personagens são muito bem construídos, profundos e complexos! Julia é extrovertida, forte e mandona; Valentina é mais tímida, frágil, mas não gosta de se submeter à irmã; Robert, companheiro de Elspeth, que não via a hora de conhecer as sobrinhas, mas quando elas chegam tem medo de se apresentar; Martin, vizinho de cima, que tem TOC e foi abandonado pela esposa… Enfim, são vários personagens fortes!

Londres é um pano de fundo maravilhoso. Passeamos por toda a cidade junto com Julia e seus mapas… Mas o cemitério Highgate é um dos principais cenários da história, quase que um personagem secundário. Afinal os apartamentos têm vista pra ele, além de Robert trabalhar lá como guia e o cemitério ser o assunto de sua tese. Confesso que fiquei bem curiosa pelo lugar!

Só que achei a história bem monótona até quase a metade do livro, quando o fantasma de Elspeth – que está preso no apartamento – começa a se comunicar com eles. E é a partir daí que alguns mistérios começam a ser revelados.

Acho que minhas expectativas quanto ao livro eram grandes demais por causa de A Mulher do Viajante no Tempo e, com isso, acabei ficando um pouco decepcionada. Sei que não deveria compará-los, pois são histórias completamente diferentes, mas não teve jeito. A história desse é interessante, a narrativa da autora é boa e o final é surpreendente, mas não achei tão empolgante nem emocionante quanto o primeiro romance dela.

Os personagens são todos tão egoístas que não consegui torcer por nenhum deles! Nem pro bem nem pro mal. Na verdade meu personagem favorito acabou sendo o Martin, que tinha um problema real e foi muito bem escrito. Mas ele era no mínimo o quinto em termos de principal…

Acho que no final das contas fiquei em cima do muro, não sei bem o que achar dele. Sabe quando o livro termina e você fica confuso, tipo: “Era isso? Será que eu gostei?!” Pois é, eu ainda tô assim…

Acho que cada um vai ter que ler pra tirar suas próprias conclusões! Mas já aviso logo, se você leu A Mulher do Viajante no Tempo, não espere nada igual. Tenha em mente que aqui você vai encontrar uma coisa totalmente diferente. Nem melhor nem pior, diferente!


Audrey Niffenegger, nascida em 13 de junho de 1963, em South Haven, Michigan, é artista plástica. Além de seu livro de estréia, A Mulher do Viajante no Tempo, que vendeu mais de 5 milhões de exemplares em todo o mundo, ela é autora de dois livros ilustrados: The Three Incestuous Sisters e The Adventuress. Audrey vive em Chicago. Durante o processo de pesquisa para Uma Estranha Simetria, morou em Londres e trabalhou como guia no cemitério Highgate. Segundo ela, sempre que visita a cidade, vai ao cemitério e, por vezes, em finais de semana, acaba guiando um ou outro grupo.

Isso sim, é adaptação!
Postado por em 17 de novembro de 2010
Quando um livro é adorado, é aquilo que vemos nas páginas que queremos ver nas telas. Simples assim. E se é decepcionante quando a história que lemos é modificada, não há nada como assistir ao filme e reconhecer ali alguns pequenos detalhes, as falas de um personagem, e sentir aquela sensação de conforto por ser exatamente como imaginamos. E aos que insistem que é impossível manter tanta fidelidade eu trago como exemplo o À Espera de um Milagre, baseado no livro de Stephen King.
230 páginas
Quem é fã de livros de suspense conhece o trabalho do Stephen King. Ou pelo menos deveria. Sou encantada com tudo o que já li dele, apesar de ainda ter muito a ler. Ele é um dos autores que mais tem obras adaptadas (e bem adaptadas). O À Espera de um Milagre é narrado pelo personagem Paul Edgecombe quando idoso, vivendo em uma casa de repouso, relembra quando na década de 30, no auge da Grande Depressão norte-americana, era um guarda prisional na Penitenciária Estadual de Cold Mountain, no bloco E, onde se encontrava o corredor da morte, e para onde iam os condenados à cadeira elétrica. Era sua responsabilidade supervisionar as execuções. Esse “corredor da morte” é chamado de A Última Milha, e, em razão da cor do piso, a última milha daquela penitenciária era chamada de Milha Verde – The Green Mile, o título original.
Paul nos conta sobre seu trabalho, seus companheiros, e sobre os condenados e seus crimes, em especial John Coffey, o gigante negro de mais de 2 metros de altura, acusado de estuprar e matar duas meninas. É uma história sensacional que aborda o sentimento de ser aquele que afivela o condenado à cadeira elétrica, o que ordena que seja ligada a eletricidade. E se esse sujeito desconfia que aquele condenado pode ser inocente e ainda possui um extraordinário poder de cura?
Originalmente, em 1996, o livro foi publicado em forma de fascículos, mensalmente, em seis partes que eram escritas conforme eram publicadas, e só posteriormente foram compiladas em um volume único. Por conta dessa publicação fracionada, algumas vezes o autor repete fatos, como que contextualizando o ocorrido nas partes anteriores – já que eram livros distintos – o que, em um livro único, pode se tornar repetitivo, mas nada que interfira na leitura.

 

A versão cinematográfica foi lançada em 1999, e tem no elenco Tom Hanks, Michael Clarke Duncan, David Morse, Bonnie Hunt, entre outros. Sucesso de bilheteria, recebeu 4 indicações ao Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (Michael Clarke Duncan), Melhor Som e Melhor Roteiro Adaptado.

Conheci o filme antes de ler o livro, mas foi tanto tempo antes que já não me lembrava dos detalhes, então aproveitei a leitura plenamente, e quando fui assistir novamente ao filme, praticamente festejei por estar tudo lá, todos os personagens, as histórias, as falas, alguns pequenos e sutis detalhes, está tudo lá. Até a escalação dos atores é perfeita com a descrição do livro. Sei que é o de menos quando o livro descreve uma loira e no filme surge uma morena, mas a atenção aos detalhes faz diferença. Tudo bem, pra ter tudo isso o filme tem 3 horas de duração, mas vale a pena.
Claro, o livro aprofunda mais na história, como por exemplo, dando mais detalhes da vida do Paul na casa de repouso, ou o que aconteceu entre os anos em que ele trabalhou na milha verde até ele viver na casa de repouso, fatos que, apesar de relevantes e enriquecerem o livro, não fizeram falta no filme.
Só digo que não é à toa que foi indicado ao Oscar de melhor roteiro adaptado.
P.S.: Não, eu não tenho nenhuma fixação pelo Tom Hanks, apesar das duas colunas seguidas com filmes dele. Foi totalmente involuntário, juro! E eu prometo que na semana que vem não terá nenhum filme com ele. Apesar de que, pensando bem, Forrest Gump também é baseado em um livro… rs
1

Editoras Parceiras

Your Adv Here

Siga-nos no Twitter