Bravura Indômita, de Charles Portis
Um livro que me tirou das mesmices de minhas leituras. Eu sei, virou filme, e há mais de um ano, mas só agora tive a chance de ler este livro (que estava igualmente há um ano em minha estante). Me mostrou o quanto eu ainda deveria me aprofundar no gênero western de...
17 de
fevereiro
de 2012
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Viva a classe média
Risos. Muitos risos. Cof, cof, cof. Alguns segundos para me recompor. Vamos lá. Durante as minhas férias decidi ficar off-line, desconectar dos viciantes gadgets. O melhor da experiência foi a sensação de descobrimento quando acendi meu computador e chequei os meus e-mails e minhas mensagens no Facebook. Olha só que...
15 de
fevereiro
de 2012
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Um Homem de Sorte, de Nicholas Sparks
Para quem nunca leu um livro de Nicholas Sparks, ele é apenas um autor de histórias de amor. Para mim, e acredito que para boa parte de seus leitores, ele vai muito além. Claro, há romance em todas as obras do autor. Geralmente são o centro da trama. Ainda assim,...
24 de
janeiro
de 2012
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Em Chamas, de Suzanne Collins
Se Jogos Vorazes teve um começo lento, e demorou até tornar-se um livro viciante, o mesmo não acontece com sua seqüência, Em Chamas. O segundo volume da série apresenta um ritmo intrigante do começo ao fim, transbordando ação e suspense em quantidade suficiente para fazer o leitor virar as páginas sem...
24 de
janeiro
de 2012
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A Farsa, de Christopher Reich
Todo apaixonado por literatura que possui, por consequência, uma certa “solidariedade literária”, sabe qual é o prazer de se dividir uma experiência lida, vivida através das palavras. Incentivar as pessoas das quais eu gosto a ler mais e desbravar horizontes cada vez mais inusitados, ao lhes emprestar um exemplar que guardamos...
4 de
janeiro
de 2012
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Pergunte ao Draccon – Respostas
O processo de pesquisa é comumente exaustivo. Para um escritor profissional, a parte da escrita em si não é o mais difícil, mas sim a pesquisa, o embasamento e a estrutura ao redor da história que ele se propõe a montar. Com Dragões de Éter, como foram anos entre os...
3 de
janeiro
de 2012
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Novos ídolos
Olha, eu preciso me confessar: desde moleque adoro um programa trash. Só pra dar um exemplo. Enquanto meus amiguinhos assistiam a Xuxa, eu perdia horas e horas tentando decorar “tuiuiu iu iu, sou curumim iê iê, tuiuiu iu iu, sou curumã arauê”. Acho que sou uma das poucas pessoas que...
3 de
janeiro
de 2012
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Sobre os novos livros brasileiros
Não venho aqui para discutir os méritos de ninguém, nem acho que devemos comparar seja quem for com quem quer que seja. Mas vivemos – no caso, eu – aqui, dissertando sobre todos os autores para jovens adultos de modo que sempre tentamos aclamar aqueles que estão em voga e/ou nos agradam mais....
3 de
janeiro
de 2012
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Bellissima, de Nora Roberts
Nora Roberts é aquele tipo de autora que toda mulher deve ler pelo menos uma vez na vida. Suas histórias são sempre lindas, românticas, com homens perfeitos, mulheres mais perfeitas ainda, amores à primeira vista, sexo, etc, etc, etc. E tem o dom de fazer a gente ficar nas nuvens...
2 de
janeiro
de 2012
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Gente, é claro que existem estes livros (os quais também li), mas pensem: a cada "1808" que é lançado, quantos ...
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Eu recentemente li "A Casa das Sete Mulheres", um BAITA romance histórico (e que logo terá resenha aqui na Sub). ...
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Jean, concordo com você quando diz que 1808 e 1822 não são tão bons. Mas discordo quando diz que " ...
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Ronaldo Wrobel
ISBN: 9788501091147
Editora: Record
Ano de publicação: 2010
Páginas: 272
Classificação: 5/5
Preço de Catálogo: R$32,90
Onde comprar:
Submarino | Saraiva | Cultura
Ronaldo Wrobel me surpreendeu em cada capítulo deste livro.
A aparentemente simples história de um pobre sapateiro, Max Kutner, que foge para o Brasil em busca de novos ares e novas oportunidades, não é tão simples assim. Tudo começa quando descobrimos que Max usa uma identidade falsa (bom, isso era meio que de se esperar, considerando que todo mundo usava identidade falsa na época da guerra) e em seguida, tão logo chega ao Brasil, é “convidado” para colaborar com a nação traduzindo as muitas cartas que chegavam ao nosso país escritas em iídiche. Sem opção, Max vê-se às voltas com o governo Vargas e membro colaborador da polícia.
Mas é nos piores momentos que vemos a luz. E a luz de Max atendia pelo nome de Hannah.
Traduzindo a troca de cartas entre Hannah e sua irmã, Guita (em Buenos Aires), Max acaba se apaixonando por ela e decide que precisa encontrá-la. Começa, assim, a nova trajetória de vida do pobre coitado. Flertando com o thriller, o autor causa reviravoltas surpreendentes ao final de cada capítulo, além de pincelar sua narrativa com ótimas frases (de sua autoria e de outros também) e pensamentos, que nos fazem querer sublinhas o livro todo.
A trama é bem conduzida, os personagens são fortes. Mas o mais impressionante de tudo é a pesquisa histórica que Ronaldo fez para ambientar sua história. É só ler o livro para saber que ele não poupou esforços para buscar as informações necessárias, estivessem elas em português ou em iídiche.
E o que falar do verdadeiro final do livro? Wow!
Eis uma bela obra, que fotografa o Rio de Janeiro de uma época que muitos de nós não viveu para observar, mas que por ter sido como foi, nos coloca, hoje, onde estamos. Me surpreende, entretanto, que o gênero literatura histórica não seja mais recorrente em nosso país. Quero dizer, com exceção dos best-sellers 1808, 1822 e Saga Brasileira ( e estes, ao meu ver, não são tão romances assim), poucos títulos podemos citar neste quesito. Sinceramente, espero que Traduzindo Hannah estimule os nosso escritores a voltarem sua atenção à nossa própria história, que é rica e precisa ser contada!
Editadas por Jann S. Wenner e Joe Levy
ISBN: 9788576353591
Editora: Larousse
Tradutor: Emanuel Mendes Rodrigues
Ano de publicação: 2008
Páginas: 448
Classificação: 3/5
Preço de Catálogo: R$55,90
Onde comprar:
Submarino | Saraiva | Cultura
A Revista Rolling Stone nasceu na década de 60, nos EUA, como uma revista sobre música, mas que aos poucos também ficou conhecida por seus textos envolvendo outras áreas, como cinema e política. Acabou, dessa forma, tornando-se a principal revista no mundo de cultura pop, sendo editada também em outros países. No Brasil, ela chegou apenas em 2006, e desde então traz aos brasileiros o mesmo conteúdo e qualidade das edições internacionais. As entrevistas publicadas são conhecidas por sua abrangência e profundidade, fugindo das perguntas tradicionais. Geralmente longas, de várias páginas, talvez apenas a revista Playboy traga algo parecido na mídia hoje. Ler uma entrevista da Rolling Stone sempre foi conhecer o entrevistado de perto, quase como ler uma pequena autobiografia.
O livro As Melhores Entrevistas da Revista Rolling Stone foi publicado no Brasil em 2008, aproveitando que a revista chegara ao país recentemente. A obra traz 40 entrevistas publicadas na edição americana ao longo de suas cinco décadas. Há, certamente, muita coisa interessante e vários nomes conhecidos e respeitados. Há entrevistas com políticos e astros de cinema, mas, assim como na edição mensal, o livro dá ênfase à música.
Algumas entrevistas, como a de John Lennon, que chega a 30 páginas, são mesmo bem completas e interessantes. Lennon explica como os Beatles acabaram e ainda como compôs seus maiores sucessos. Bill Clinton confessa os fracassos de seu governo. Dalai-Lama faz um comparativo do mundo em que vive. Há ainda muita coisa boa de Kurt Cobain, Axl Rose, Tina Turner, Jack Nicholson, Mick Jagger, Bob Dylan e Keith Richards, para citar as melhores entrevistas do livro. Todas são diferentes entre si, nunca caindo na mesmice. Mesmo que o leitor já tenha lido muitas entrevistas com algum dos nomes citados, provavelmente verá novidades nessas entrevistas, porque a revista está sempre buscando outro cenário que não seja o lugar comum.
A edição, no entanto, peca por não apresentar seus convidados. Todas as entrevistas começam diretamente com a primeira pergunta, enquanto que na edição da própria revista, além de acompanhar fotos, as entrevistas sempre iniciam com uma apresentação do entrevistado, dizendo quem ele é e o que ele já fez na carreira. Como no livro não há nem fotos nem introdução, muitas vezes o leitor é obrigado a ler a entrevista sem fazer idéia de quem é o entrevistado. Como ninguém tem uma cultura geral a ponto de conhecer todos os quarenta nomes apenas pelos nomes, certamente todo leitor sofrerá com isso. Um simples parágrafo inicial resolveria o problema, mas infelizmente foi esquecido. Como é um livro de entrevistas, a falha é grande. Dessa forma, é desinteressante ler muitas entrevistas e eu acabei simplesmente pulando algumas, todas com pessoas que não conhecia.
O livro é nada mais que um panorama do cenário musical das últimas décadas.
Para quem gosta de rock, é um prato cheio. Mais que qualquer outro gênero, os fãs de rock vão adorar esse livro. Os fãs de música em geral e os leitores da revista (assim como eu) também, desde que não se importem com os nomes desconhecidos entre os entrevistados.
Walter Isaacson
ISBN: 9788535919714
Editora: Companhia das Letras
Tradutor: Denise Bottmann, Pedro Maia Soares e Berilo Vargas
Ano de publicação: 2011
Páginas: 632
Classificação: 5/5
Preço de Catálogo: R$49,90
Onde comprar:
Submarino | Saraiva | Cultura
A morte de mitos costuma causar um alvoroço no mercado. Logo após o anúncio oficial, produtos relacionados disparam em vendas e geram lucros exorbitantes. Músicas lideram as paradas de downloads pagos, discos disparam para o primeiro lugar e livros aparecem na lista dos mais vendidos. Os casos recentes de Michael Jackson e Amy Winehouse comprovam essa teoria. O artista vira moda, até que as notícias sobre ele param de repercutir e a euforia passa.
O caso de Steve Jobs, no entanto, é incomum. Jobs não é um artista. Não é músico ou ator. Na verdade, ele não passa de um empresário. Ainda assim, sua imagem, a empresa que ele fundou e os produtos que criou, de alguma forma, causam certa mágica sobre os consumidos e a população em geral. Mesmoapós ler sua história, fica difícil entender o motivo dessa força. O lançamento de sua biografia autorizada – que está atualmente em primeiro lugar na lista dos mais vendidos do país – é um exemplo disso. Com o lançamento poucos dias após a morte de Jobs (a publicação chegou às livrarias em 24/10), o livro, escrito pelo respeitado biógrafo Walter Isaacson, parece um mero produto oportuno. Sim, ele teve o lançamento mundial antecipado – era previsto apenas para novembro. Mas a verdade é que essa biografia estava sendo escrita há mais de dois anos, desde que Jobs começou a apresentar sinais de que sua doença não o deixaria viver por muito tempo. Segundo o autor, ele sabia que as pessoas iam destroçar sua história quando ele não estivesse mais aqui, então quis deixar sua versão oficial. O momento não poderia ser mais adequado.
Sempre desconfio de biografias autorizadas. O motivo é óbvio. Se o personagem central autorizou o livro, a versão contada é a que melhor favorece a ele, não? É aquela em que ele aparece como um herói, uma pessoa boazinha e admirável, certo? Não necessariamente. No caso no presente livro, fica evidente que o autor foi o mais fiel e sincero possível. Primeiro: Isaacson afirma que Jobs não leu nenhuma página do livro, e não o fez porque assim o quis. Ele sabia que não gostaria de muitas coisas que estavam escritas, então preferia ler apenas quando fosse publicado, para não influenciar o conteúdo e não deixar a impressão que foi feito sob encomenda. Jobs também incentivou o escritor a entrevistas seus “inimigos”: concorrentes e funcionários que foram demitidos das empresas que ele comandou, entre outras pessoas. Dessa forma, além de ter entrevistado dezenas de pessoas envolvidas com ele, Isaacson fez mais de 40 entrevistas com o próprio Steve Jobs, expandindo ao máximo cada fato e dando atenção aos mais delicados detalhes de sua história, proporcionando-nos uma bela biografia.
Detalhes que envolvem todas as fases de sua vida. Desde o abandono pela mãe na infância até a adoção por um casal de universitários. Descobrimos como Jobs e Steve Wozniak começaram a montar placas de computador em sua garagem. Os dois fundaram então a Apple e criaram o primeiro computador, o Apple I, até lançar depois o Macintosh, o primeiro computador pessoal. A biografia segue com destaque, claro, à sua carreira e a cada produto lançado a partir daí. Cada nova versão de um computador é descrita em ricos detalhes, desde a elaboração do design até a engenharia, passando pelo Ipod, Iphone e chegando ao Ipad. Jobs acabou expulso da empresa que criou, começando do zero novamente e criando outra, a NeXT, assim como o estudo de animação Pixar (a concepção de cada filme também é relatada). A biografia, claro, revela outros aspectos de sua vida, como seus romances, seu casamento, a criação ausente dos filhos, o reencontro com a irmã perdida, a procura pela mãe biológica e, obviamente, a descoberta e o tratamento ineficaz do câncer, que acabou levando-o a morte. Como é recente, a biografia mostra sua vida até agosto de 2011, quando renunciou ao cargo de executivo da Apple, momentos antes de falecer.
Algumas vezes o relato de Isaacson é tão fiel que chega a chocar. Para quem está acostumado com a imagem mágica em torno da figura pública de Steve, a leitura pode ser bem reveladora. Todos concordavam, desde a esposa até os colegas de trabalho, que Jobs era uma pessoa intragável, daquelas difíceis de sobreviver à convivência. Para ele, era tudo ou nada. Ou uma pessoa era genial ou era babaca. Os depoimentos dos funcionários da Apple mostram a tensão que eles sentiam no momento de mostrar seus projetos. Era comum Jobs dizer que o trabalho era uma merda e chamar o autor de idiota. Quando alguém apresentava uma nova idéia, ele descartava em seguida, e voltava uma semana depois apresentando a mesma proposta, mas como se fosse sua. Era extremamente exigente com os detalhes e passava horas decidindo coisas aparentemente banais, como o tom de cinza que seria usado em uma peça ou a placa que seria colocada do banheiro das Lojas Apple. Quem não concordava com a importância dessas coisas irrelevantes não era digno de criar os produtos da Apple. A biografia mostra ainda que Jobs enganou sócios no começo de sua carreira, não tinha nenhum interesse em filantropia e até renegou seu primeiro filho, quando tinha vinte anos, mesmo sabendo que era mesmo dele. Revela que era usuário frequente de LSD e quase não tomava banho quando jovem. Mais que tudo, o livro mostra que ele era um homem controverso, ainda que considerado um gênio contemporâneo.
Ainda assim, a obra não apenas indica, mas explica como Jobs revolucionou a tecnologia e ajudou a criar o mundo como o vemos hoje. Ele pode ser considerado, antes de tudo, o criador do computador doméstico, da animação digital e do tocador de músicas em mp3. Seus produtos não entregavam aos consumidores apenas o que eles queriam, mas sim o que eles precisariam no futuro. As apresentações de cada produto, sempre comandadas por Jobs, eram espetáculos onde ele era o grande showman. Foi capaz de criar a empresa mais valiosa do mundo em poucos anos, ser demitido dela e voltar dez anos depois para resgatá-la da falência, devolvendo a áurea em torno dela assim que anunciou seu retorno.
Steve Jobs é, certamente, uma das melhores biografias que já li, graças ao seu relato rico e sincero sobre um personagem complexo e recluso. É algo que levará o leitor noite adentro, sem parar, para acompanhar a vida de Jobs e saciar sua curiosidade por ele. A leitura é muito recomendada para seus fãs, para os fãs de tecnologia, para estudantes de administração, mas também para o público em geral. O livro satisfaz em todos os sentidos, desde o texto em si até a edição, que ganhou uma capa que emita as embalagens dos produtos da Apple, além de um papel macil e agradável. A Companhia das Letras está de parabéns.
Assim como Jobs era apenas um empresário, mas não qualquer empresário, a sua recente biografia autorizada não é apenas um livro, mas sim uma grande biografia.
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Olha, não li mais nenhum livro sobre o tema.
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Também odeio abandonar livros. Mas, Lodir, tem algum outro da WikiLeaks que seja bom (leia-se: fácil)? Também sempre quis ler ...
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Confesso que essa linguagem técnica cansou bastante. Algumas vezes pensei em abandonar a leitura, algo que odeio fazer.
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David Leigh e Luke Harding
ISBN: 9788576861263
Editora: Verus
Tradutor: Ana Resende
Ano de publicação: 2011
Páginas: 328
Classificação: 3/5
Preço de Catálogo: R$34,90
Onde comprar:
Submarino | Saraiva | Cultura
Wikileaks é aquele site que ficou conhecido em 2010 após vazar uma série de documentos confidenciais que pertenciam a governos de diversos países. A página, criada pelo australiano Julian Assange, causou polêmica em todo o mundo por mostrar uma nova idéia de ativismo: a divulgação de documentos secretos, mas que são de interesse público e que devem vir à tona em defesa da liberdade de informação e transparência. O site recentemente inspirou hackers brasileiros, que lançaram páginas semelhantes e invadiram sites do governo nacional.
Como eu estava fechado ao mundo exterior graças a um trabalho de conclusão de curso na época em que as notícias referentes ao Wikileaks começaram a pipocar, ficava boiando muitas vezes quando pegava algum comentário sobre o assunto no ar. Como eu detesto me sentir desinformado, em parte essa falta foi um dos motivos que me levaram a ler o livro escrito por David Leigh e Luke Harding, dois jornalistas do conceituado jornal britânico “The Guardian”.
Ainda que o assunto seja interessante e polêmico, o maior problema da obra é sua estrutura narrativa. Não há uma sequência lógica na narração dos fatos. O primeiro capítulo traz um dos colaboradores do site na Guerra do Iraque, mas que não é, nem de longe, a melhor maneira de começar o livro. Depois, então, temos uma longa biografia de Assange, o grande criador e idealizador do site. Longa mesmo, cheia de detalhes desnecessários que seriam ideais apenas em uma biografia da própria pessoa, e não em um livro sobre o site. Segue-se uma série de casos onde o Wikileaks começa a vazar documentos (não necessariamente em ordem cronologia) e suas conseqüências diplomáticas. Isso se até lá você conseguir sobreviver à forte linguagem técnica usada, que dificulta o entendimento e muitas vezes torna-se entediante a um leigo sem o mínimo conhecimento em programação de computadores, como eu.
Ainda assim, o livro é, no mínimo, curioso. Os fatos narrados vão bem além dos expostos em jornais e revistas, com uma boa base de informações e profundidade. Também é interessante conhecer o perfil e o passado do gênio por trás do ativismo do Wikileaks, e descobrir como se “criaram” alguns hackers importantes para o seu processo. Se você estiver interessado, as últimas 100 páginas do livro trazem as traduções na íntegra de alguns dos documentos polêmicos vazados em 2010.
Durante quinze meses, Sebastian Junger acompanhou um pelotão de infantaria do Exército dos Estados Unidos baseado no Vale do Korengal, uma remota área do leste do Afeganistão. A intenção era ao mesmo tempo simples e ambiciosa: transmitir a experiência dos que lutam em um campo de batalha, contar como se sente quem participa de uma guerra.
Acompanhado do jornalista fotográfico Tim Hetherington – morto em abril num ataque de morteiro realizado pelas tropas de Muamar Kadafi, na Líbia –, Sebastian reuniu, entre 2007 e 2008, o material que deu origem ao documentário Restrepo, e ao livro Guerra.
Mas apesar do conteúdo biográfico da obra, o texto é mais corrido do que se esperada para um livro do gênero. Sebastian recria diálogos a partir dos vídeos e de entrevistas realizadas, dando fluência ao texto. As cenas são recriadas, e não simplesmente contadas. O que nos faz sentir mais próximos dos acontecimentos.
O grande diferencial de Guerra não reside no fato de o livro falar sobre guerra, mas sim por retratar os efeitos da guerra nos soldados, os motivos que levam jovens a se voluntariar, e – principalmente – os motivos que os fazem querer voltar. Junger recorre à biologia, à psicologia e à história militar para explicar as decisões que eles tomam sob pressão, e explicar as provações e as provocações que vivenciam.
Os civis se recusam a admitir que a coisa mais traumática que existe com relação ao combate é ter que desistir dele. A guerra é tão obviamente ruim e errada que a ideia de que pode haver algo de bom nela é quase indecorosa.
Vale ressaltar que Guerra não tem por objetivo contestar a legitimidade dos confrontos no Afeganistão ou qualquer outro confronto já vivido. O principal objetivo é explorar os relacionamentos, traumas e sentimentos desses homens que lutam por “ideais” alheios; mostrar as situações de guerra, o amor e companheirismo que cada soldado tem pelo outro e o sentimento de saber poder confiar a vida à outra pessoa.
Guerras sempre aconteceram, acontecem, e não deixarão de acontecer. Talvez por isso mesmo, é difícil pararmos para pensar nos reais motivos das rixas; “ignoramos” que por trás de toda essa briga ideológica, existem homens morrendo e vivendo por isso.
É fácil passarmos o ano inteiro aqui sem jamais nos perguntar se isso precisava mesmo acontecer. E nos surpreendemos a pensar que nada poderia convencer tanta gente a trabalhar tão arduamente assim em algo que não fosse necessário – certo?
Para quem se interessar, o primeiro capítulo tá aí em baixo:
Sebastian Junger nasceu em Massachusetts; é jornalista, escritor e documentarista. É autor do best-seller The Perfect Storm: A True Story of Men Against the Sea, e co-diretor do premiado Restrepo – documentário sobre a guerra do Afeganistão.
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Po eu quase nunca apareço aqui... Mas vi esse post, gostei ficou bem legal kra! Abraços
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Carol, também não faço ideia de porquê as pessoas ainda estão no Orkut. Enfim...Juliana, eu já enviei tantos convites para ...
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Lorran, esse post ficou demais de excelente, porque também sou uma das chatas do Facebook. hahaha.ainda não li ou assisti. ...
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Farei uma confissão a vocês! Sabe aqueles amigos chatos que ficavam tentando te tirar do Orkut, querendo que você se cadastrasse num tal de Facebook onde você não conhecia ninguém e tudo era em inglês? Pois é, eu sou um deles. Sempre fui early adopter quando se trata de novas tecnologias na web, e com o Facebook não foi diferente.
Facebook… há pelo menos três meses esse viciante site azulzinho não me sai da cabeça. Apesar de parecer alguém que não faz nada além de ler (até parece), eu sou um estudioso das mídias e redes sociais. E, para mim, é sempre um prazer poder misturar as duas paixões. A trilogia a que me refiro no título desse post não é uma trilogia de verdade, mas são obras complementares – apesar de se tratarem de dois livros e um filme. Trata-se do livro Bilionários por Acaso (Ben Mezrich); A Rede Social (The Social Network), filme inspirado no livro Bilionários por Acaso; e O Efeito Facebook (David Kirkpatrick). Ambos os livros lançados no Brasil pela Intrínseca.
Ben Mezrich
ISBN: 9788598078946
Editora: Intrínseca
Ano de publicação: 2010
Páginas: 232
Classificação: 4/5
Onde comprar:
Submarino | Saraiva | Cultura
Vamos por ordem cronológica. Em outubro do ano passado, foi lançado aqui no Brasil o livro Bilionários por Acaso. Digo que vejo essas obras como complementares justamente pelo sentimento de incabado que senti ao terminar Bilionários. O livro é muito bom, faz um curioso retrato da criação do site, mas deixa um vazio por não ter uma palavra sequer dita por aquele que é o seu grande criador: Mark Zuckerberg. Por ser baseado em relatos daqueles que supostamente foram prejudicados por Zuckerberg (o brasileiro Eduardo Saverin e os gêmeos Winklevoss), o livro cria uma imagem confusa do jovem CEO do Facebook.
O problema da internet é que ela não é escrita a lápis – é sempre à caneta.
Bilionários por Acaso
Vale ressaltar que mesmo não ouvindo a contraparte – Mark Zuckerberg optou por não conceder entrevistas – Ben Mezrich busca sempre entender as atitudes tomadas por Mark a respeito daquilo que lhe foi dito. É uma história contada por um lado, mas sem pender demais àquelas opiniões. Enfim, é um excelente ponto de partida para quem quer conhecer melhor a história da empresa.
Bilionários por Acaso foi o livro que inspirou o filme A Rede Social, o grande vencedor do Globo de Ouro e grande candidato ao Oscar. Mas se o filme foi inspirado no livro, porque colocá-lo como uma terceira obra? Simplesmente pelo belo trabalho do diretor David Fincher e das atuações de Jesse Eisenberg e Andrew Garfield. Garfield rouba a cena ao criar um Eduardo Saverin muito mais vibrante do que o retratado no livro. O filme dá certa alma ao livro. Parecem obras distintas, e vale muito a pena assistir.
Após a leitura de Bilionários por Acaso, entrei num processo de busca de informações sobre o Facebook quase sobrenatural. Li entrevistas e mais entrevistas com Mark Zuckerberg, artigos, posts, e tudo o mais que aparecesse. Até que encontrei a notícia de que a Intrínseca iria lançar nesse 1º de fevereiro de 2011 O Efeito Facebook. Santa Intrínseca. Minhas preces foram atendidas. (risos)
David Kirkpatrick
ISBN: 9788580570113
Editora: Intrínseca
Ano de publicação: 2011
Páginas: 392
Classificação: 5/5
Onde comprar:
Submarino | Saraiva | Cultura
Bilionários por Acaso é muito bom, mas O Efeito Facebook é fantástico. Com uma narrativa excelente, o livro já começa demonstrando o tamanho do poder de rede do Facebook. (vide Un millón de voces contra las FARC)
O Facebook… muda a forma como as pessoas se comunicam e interagem, como os comerciantes vendem seus produtos, como os governos chegam aos cidadãos e até como as empresas operam.
O Efeito Facebook
O Efeito Facebook é quase um livro técnico sobre o funcionamento do site. Além de servir como “o outro lado da história”, o livro esmiuça as principais mudanças e acontecimentos que tornaram o Facebook no que é hoje. Detalha a estratégia publicitária, a construção do design, o feed de notícias.
Para nós brasileiros, tão acostumados com o Orkut, é estranho imaginar que quase todas as inovações hoje vistas na maioria das redes sociais foram criadas pelo Facebook. Compartilhamento e marcação de fotos, jogos sociais, aplicativos exernos. Sinto muito ser o portador de tais notícias, mas o Orkut… deixa pra lá.
David Kirkpatrick é um jornalista que há anos acompanha o desenvolvimento do Facebook, e obteve autorização e colaboração de Mark Zuckerberg para escrever O Efeito Facebook. É rico perceber que um dos principais personagens na criação do Facebook, Sean Parker (criador do Napster) não foi tão destrutivo assim à empresa.
Mas o mais fantástico de tudo é perceber onde quer – e onde pode – chegar essa empresa criada num dormitório de Harvard. Mark Zuckerberg é excêntrico? Muito. Inábil em diversas ocasiões? Certamente. Mas é um visionário. Uma das questões que não me saiam da cabeça após ler Bilionários era que uma boa ideia não é nada se você não é a pessoa certa ou não tem as ferramentas para executá-la. Por mais que se possa dizer de um possível plágio na criação do Facebook, ele não se sustentaria até hoje por mera coincidência. Mark Zuckerberg é um gênio, que sabe muito bem o que quer e onde pode chegar com a sua empresa. E os objetivos deixariam Pinky e Cérebro de queixo caído.
Quanto ao Brasil, Zuckerberg disse numa entrevista à Revista Exame que “as pessoas podem estar em outra rede porque os amigos estão lá, mas com o tempo isso vai mudar.”
Alguns números sobre o Facebook:
- Mais de 500 milhões de usuário ativos;
- 30 bilhões de itens (links, notícias, fotos, vídeos, etc.) são compartilhados no site todo mês;
- Traduzido para mais de 70 línguas;
- 50% dos maiores sites do mundo já se integraram à rede social;
- 7,3 milhões de usuários ativos no Brasil.
Bilionários por Acaso : A Criação do Facebook
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AAAAAAAAH!AMEI essa livro, chorei horroooooores e me envolvi tanto com a história que comecei a desejar um labrador como Marley ...
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Raquel,É o que eu espero de uma adaptação, que passe a mesma sensação que tive com o livro. E fico ...
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Foi a mesma sensação que eu tive comparando a leitura com o filme! Fora que adoro a Aniston!! =DBeijos Cacá, ...
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Marley & Eu – A Vida e o Amor ao Lado do Pior Cão do Mundo foi publicado originalmente em 2005 – em 2006 no Brasil – e tornou-se best-seller em vários países. É um livro autobiográfico em que John conta sua vida desde que, recém-casado, decidiu dar de presente à sua mulher um filhotinho, que se transformou em um forte e grande labrador de mais de 40kg e, principalmente, tornou-se um membro da família. Marley é bagunceiro, agitado, incorrigível. Mas é companheiro, dedicado, carinhoso e leal. O autor conseguiu retratar perfeitamente a relação dele com esse bicho de estimação, por vezes nos fazendo acreditar que ele era mesmo o pior cão do mundo, por vezes nos impressionando com o nível de dedicação que Marley tinha com a família e, principalmente, com John.
O filme, lançado em 2008, acompanhou o sucesso do livro, batendo recordes de bilheteria, tendo no elenco Owen Wilson e Jennifer Aniston. Não preciso nem comentar que no livro as histórias são melhor elaboradas e são contados mais dos feitos do Marley. Entretanto, fora uma ou outra mudança, a adaptação é bem fiel e o filme consegue mostrar o motivo desse cachorrinho ser tão adorado. Só a carinha de quando ele era apenas o cãozinho da liquidação já nos conquista.
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Tenho implicância com filmes que mostram cachorros como heróis, salvando pessoas de incêndios, enchentes ou coisas do tipo, mas não é esse o caso. Marley conquista por ser um cachorro comum, que faz coisas de cachorros comuns, destruindo móveis, engolindo objetos, correndo descontroladamente, fazendo bagunça pela casa, sentindo que seus donos estão tristes e tentando animá-los, nunca saindo de perto. E exatamente por isso acabamos nos envolvendo com a história, isso é, se você tem um cachorro, ou gosta deles, claro. Em vários momentos não pude deixar de relacionar com a bagunceira que eu tenho em casa. Óbvio que a bagunça da minha pequena poodle é infinitamente menor que a de um gigante labrador, mas mesmo assim.
Como, particularmente, não é meu gênero preferido, biografias em geral e livros sobre animais de estimação não me chamam a atenção, não fiz questão de ler o livro antes de assistir o filme. Mas foi a primeira coisa que quis fazer assim que o vi, já que além de me fazer rir, o filme me emocionou muito. Tipo muito mesmo. Foi bom saber que a história era aquela mesma, que o Marley realmente foi expulso da aula de adestramento, quase foi responsável por fechar a “praia de cachorros”, engoliu a corrente de ouro da Jenny, era apaixonado pela piscina e morria de medo de trovões. Bom descobrir que as situações mais engraçadas e mais emocionantes do livro estão perfeitas no filme, e o que foi modificado, acrescentado, funcionou. Isso é o que faz uma boa adaptação. Digo que não há do que reclamar. Bem, a música do Bob Marley que toca no rádio e serviu de inspiração para o nome do cachorro não é a mesma do livro… mas essa sou só eu sendo chata com algo sem importância.
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Esse foi o primeiro livro do que pretende ser uma série de encontros mediados pelo jornalista e escritor Arthur Dapieve. Mas a promessa dessa série é mais empolgante do que o primeiro livro em si.
É claro que ler uma conversa sobre assuntos diversos entre Luis Fernando Veríssimo, Zuenir Ventura e Arthur Dapieve não é algo que deva ser ignorado, mas Conversa sobre o tempo acaba sendo apenas isso: um grande e erudito bate-papo.
O clima de amizade e cordialidade deixa pouca margem para discordâncias, o que é sempre um efeito catalizador de boas discussões – no bom sentido da palavra. E nisso creio que os próximos livros devam ser mais eficientes.
De qualquer forma, sempre valerá a pena ouvir – ou ler – as opiniões de figuras tão importantes para a nossa literatura, como Luis Fernando Veríssimo e Zuenir Ventura. Além disso, os dois capítulos finais do livro – sobre política e morte – na minha opinião, valem o livro.
Não se pode viver permanentemente angustiado com a condição humana. Tem que viver como se isso tudo tivesse sentido.
Luis Fernando Veríssimo














































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