Bravura Indômita, de Charles Portis
Um livro que me tirou das mesmices de minhas leituras. Eu sei, virou filme, e há mais de um ano, mas só agora tive a chance de ler este livro (que estava igualmente há um ano em minha estante). Me mostrou o quanto eu ainda deveria me aprofundar no gênero western de...
17 de
fevereiro
de 2012
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Viva a classe média
Risos. Muitos risos. Cof, cof, cof. Alguns segundos para me recompor. Vamos lá. Durante as minhas férias decidi ficar off-line, desconectar dos viciantes gadgets. O melhor da experiência foi a sensação de descobrimento quando acendi meu computador e chequei os meus e-mails e minhas mensagens no Facebook. Olha só que...
15 de
fevereiro
de 2012
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Um Homem de Sorte, de Nicholas Sparks
Para quem nunca leu um livro de Nicholas Sparks, ele é apenas um autor de histórias de amor. Para mim, e acredito que para boa parte de seus leitores, ele vai muito além. Claro, há romance em todas as obras do autor. Geralmente são o centro da trama. Ainda assim,...
24 de
janeiro
de 2012
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Em Chamas, de Suzanne Collins
Se Jogos Vorazes teve um começo lento, e demorou até tornar-se um livro viciante, o mesmo não acontece com sua seqüência, Em Chamas. O segundo volume da série apresenta um ritmo intrigante do começo ao fim, transbordando ação e suspense em quantidade suficiente para fazer o leitor virar as páginas sem...
24 de
janeiro
de 2012
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A Farsa, de Christopher Reich
Todo apaixonado por literatura que possui, por consequência, uma certa “solidariedade literária”, sabe qual é o prazer de se dividir uma experiência lida, vivida através das palavras. Incentivar as pessoas das quais eu gosto a ler mais e desbravar horizontes cada vez mais inusitados, ao lhes emprestar um exemplar que guardamos...
4 de
janeiro
de 2012
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Pergunte ao Draccon – Respostas
O processo de pesquisa é comumente exaustivo. Para um escritor profissional, a parte da escrita em si não é o mais difícil, mas sim a pesquisa, o embasamento e a estrutura ao redor da história que ele se propõe a montar. Com Dragões de Éter, como foram anos entre os...
3 de
janeiro
de 2012
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Novos ídolos
Olha, eu preciso me confessar: desde moleque adoro um programa trash. Só pra dar um exemplo. Enquanto meus amiguinhos assistiam a Xuxa, eu perdia horas e horas tentando decorar “tuiuiu iu iu, sou curumim iê iê, tuiuiu iu iu, sou curumã arauê”. Acho que sou uma das poucas pessoas que...
3 de
janeiro
de 2012
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Sobre os novos livros brasileiros
Não venho aqui para discutir os méritos de ninguém, nem acho que devemos comparar seja quem for com quem quer que seja. Mas vivemos – no caso, eu – aqui, dissertando sobre todos os autores para jovens adultos de modo que sempre tentamos aclamar aqueles que estão em voga e/ou nos agradam mais....
3 de
janeiro
de 2012
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Bellissima, de Nora Roberts
Nora Roberts é aquele tipo de autora que toda mulher deve ler pelo menos uma vez na vida. Suas histórias são sempre lindas, românticas, com homens perfeitos, mulheres mais perfeitas ainda, amores à primeira vista, sexo, etc, etc, etc. E tem o dom de fazer a gente ficar nas nuvens...
2 de
janeiro
de 2012
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mtu boa a resenha, já li o primeiro o segundo e o terceiro, "The Rise of Nine", vai ser lançado ...
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A história parece mesmo muito interessante! E tua resenha está ótima, senso de humor muito bem emplacado. Beijos!
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Pittacus Lore
ISBN: 9788580570137
Editora: Intrínseca
Ano de publicação: 2011
Páginas: 352
Preço de Catálogo: R$39,90
Onde comprar:
Submarino | Saraiva | Cultura
O planeta Lorien foi invadido e praticamente devastado por seres hostis de um planeta vizinho que depois de destruir os próprios recursos naturais seguiram para fazer o mesmo com outros planetas. Os habitantes de Lorien resistiram, lutaram, mas não foi suficiente. Como última esperança um grupo de nove crianças, juntamente com seus respectivos Cêpan (uma espécie de guardiões), foram enviados para a Terra, o planeta habitável mais próximo. A cada uma dessas crianças foi designado um número e um feitiço foi realizado para protegê-las, impedindo que fossem mortas se não na ordem específica de seus números. Deveriam permanecer escondidas na Terra até que desenvolvessem seus Legados – poderes específicos que os permitiriam lutar – quando então poderiam se juntar e lutar contra os inimigos e finalmente voltar a Lorien. Durante esse tempo, ainda, deveriam ser mantidos separados, cada um em um canto da Terra, para que o feitiço protetivo tivesse efeito. E eles realmente precisavam da proteção já que passaram a ser caçados por seus inimigos quase imediatamente. Mesmo longe, há uma forte ligação entre os nove, permitindo que os outros sentissem se um deles morresse. Assim os demais tomam conhecimento da morte do Número Um, do Número Dois e do Número Três. O próximo da lista, indubitavelmente, será o Número Quatro. E ele sabe disso.
Nos dez anos em que estão escondidos na Terra, o Número Quatro e seu guardião, Henri, não fazem outra coisa que não fugir. Nunca passam mais que alguns meses em cada lugar, sem nunca criar laços ou fazer amizades, mas misturando-se entre os humanos. Com a morte do Número Três eles precisavam ficar ainda mais atentos. Fugindo novamente vão em busca de outra cidade, de outra vida e o Quatro escolhe um novo nome: John Smith. Na nova escola, John conhece a garota mais bonita que ele já viu na vida, Sarah, depois algo bem estranho começa a acontecer com suas mãos. Quando ele menos esperava, o primeiro de seus Legados começa a se desenvolver, o que significa que ele está ficando mais forte, e que a hora de enfrentar os inimigos está cada vez mais próxima. Justo agora que ele finalmente achou um local que lhe deu a sensação de casa, e que lhe fez querer não mais fugir.

D.J. Caruso
Estúdio: DreamWorks
Lançamento: 2011
Duração: 109 minutos
Onde comprar:
Submarino | Saraiva
Eu Sou o Número Quatro, publicado em 2011, é o primeiro livro da série sobre os Legados de Lorien. O autor, Pittacus Lore, se auto intitula o ancião principal do planeta Lorien, a quem foi confiada a história. Na verdade trata-se de um pseudônimo de dois autores americanos: James Frey e Jobie Hughes. Um deles, James Fray, andou se envolvendo em algumas polêmicas literárias que praticamente lhe custaram a carreira. Mas isso não vem ao caso. O importante é que o livro é muito bom. A premissa é interessante, os personagens cativantes e a trama bem contada. É dessas histórias que “nasceram para virar filme”, então, é claro, não demorou nada para ganhar uma adaptação. O filme, de mesmo nome, estreou no início de 2011, e tem direção de D.J. Caruso e Alex Pettyfer, Dianna Agron, Timothy Olyphant, Teresa Palmer, Kevin Durand e Callan McAuliffe no elenco. Eu gostei do filme, mas preciso dizer que gostei mais do livro? Acho que não, né? rs. Entre as minhas restrições ao filme está o fato de que o romance entre John e Sarah me pareceu meio rápido e forçado – ainda mais que no livro – e o ator que faz o Sam não convence muito como o nerd que eu imaginei… Também senti falta do treinamento do John, que no filme é deixado para se virar sozinho. Mas minha maior revolta foi que entregaram o segredo do Bernie Kosar (o cachorro do John) logo de cara. Agora, se tem algo que não me decepcionou em nada foi a Número Seis, que arrasa tanto no livro quanto no filme. E os Legados dela são os mais legais.
Repito, gostei da adaptação, mas poderia ser melhor. O livro me deixou mais tensa, por vezes até abalada – porque eu me envolvo – o que não aconteceu com o filme. Talvez por já saber o que aconteceria. Ah, sim, outro ponto positivo para o filme é ser bem fiel, sem mudanças significativas. Isso sem levar em consideração as omissões de coisas que eu achava importante, mas quem sou eu para decidir o que é ou não importante, rs. O livro explica mais sobre Lorien, apresenta mistérios a serem desvendados nos próximos livros e nos deixa curiosos. O filme não tanto.
Por falar em próximos livros, o segundo da série, O Poder dos Seis, foi lançado esse mês, juntamente com uma nova capa para o Eu Sou o Número Quatro, similar à original americana e eu confesso, prefiro essa à do filme. E não duvide que sou dessas pessoas que compram o mesmo livro, com a capa diferente, só porque gostou mais da outra!
Emily Giffin
ISBN: 9788520917695
Editora: Nova Fronteira
Ano de publicação: 2005
Páginas: 352
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Submarino | Cultura
O Noivo da Minha Melhor Amiga, “Something Borrowed” no original, foi lançado no Brasil em 2005 e é o livro de estreia da americana Emily Giffin. Conta a história de Rachel, Darcy e Dex. Rachel é nossa protagonista e narradora. Darcy sua melhor amiga desde a infância, e Dex, o noivo do título. Rachel passou a vida fazendo tudo certinho. Tudo. Até que na noite em que comemorava seus 30 anos, numa festa surpresa preparada por sua amiga sempre perfeita e que tinha tudo, Darcy, é assombrada pela constatação de que não tinha nada do que sonhou ter aos 30: marido, filhos, uma carreira de sucesso. Ao invés disso está sozinha e tem um emprego que odeia. Entre um acontecimento e outro, e após alguns drinques a mais, ela acaba na cama com Dex. A princípio ela fica arrependida, se sente culpada, achando que cometeu um grande erro e que o “incidente” nunca mais poderia ser mencionado. Tudo começa a mudar quando Dex confessa que não estava tão bêbado assim e não se arrepende nem um pouco do que aconteceu…
Durante a leitura passamos por um terrível dilema moral porque nos vemos torcendo pela Rachel, a amiga que trai, e desenvolvendo uma antipatia gigantesca pela Darcy, a “vítima”. Meu dilema só não foi maior que o da protagonista que, por um lado, se sente culpada por estar traindo a melhor amiga, mas por outro se vê completamente apaixonada por Dex. Ao mesmo tempo quer que ele cancele o casamento, mas não quer que a amiga passe pela decepção de ser abandonada pelo noivo.
Gosto muito desse livro. Pra mim, é o melhor da autora – apesar de que ainda me falta ler o Questões do Coração, então minha opinião pode mudar. A história tem uma continuação, o livro “Something Blue”, cuja trama inicia imediatamente após ao final de O Noivo da Minha Melhor Amiga, e até agora, infelizmente, não foi lançado no Brasil. Nesse a narradora é a Darcy, e temos a visão dela dos acontecimentos do primeiro livro e acompanhamos o que lhe acontece depois. Apesar do livro também ser muito bom, não gostei tanto, exatamente pela minha implicância com a protagonista. Passei o livro quase torcendo para que nada de bom acontecesse com ela. Quase.
Luke Greenfield
Estúdio: Playarte Pictures
Lançamento: 2011
Duração: 103 minutos
Onde comprar:
Saraiva
O filme foi lançado agora em 2011 e no elenco estão Ginnifer Goodwin como Rachel, Kate Hudson como Darcy, Colin Egglesfield como Dex, Steve Howey como Marcus e John Krasinski como Ethan. Fisicamente nenhum dos personagens está nem perto do que eu imaginei, mas isso não tem a menor importância porque o que importa são as características e personalidades deles, que eu pude reconhecer em cada um. O quanto Rachel era submissa à Darcy, a indecisão do Dex, Ethan no papel de confidente e consciência da Rachel, o jeito bobo do Marcus (apesar que este consegue ser mais bobão no filme que no livro), o extremo egoísmo da Darcy. Em relação ao Ethan, o papel dele no filme é uma junção de dois personagens do livro: o próprio Ethan e Hillary, amiga de Rachel que também conhecia sua relação com Dex. Originalmente, Ethan mora em Londres e não está presente na maioria das situações, como a viagem ao Hamptons. Suas muitas interferências à história, no livro, são feitas por telefone. Mas fiquei satisfeita com a solução dada pelo filme para isso. Ainda foi criada uma historinha paralela entre ele e uma amiga de Darcy, Clare (que no livro sequer se conheciam) que serviu como alívio cômico – afinal, trata-se de uma comédia romântica, precisamos de momentos engraçados.
O Noivo da Minha Melhor Amiga é um dos meus chick-lit preferidos, e ao mesmo tempo em que eu estava ansiosa e animada pela versão cinematográfica estava também apreensiva, imaginando se não iriam de alguma forma estragar essa história da qual eu gosto tanto. Mas no final das contas eu gostei do resultado do filme. Meu primeiro pensamento foi: que bom que ele é fiel ao livro! rs Acho que o clima do livro está todo ali, o que é o mais importante em uma adaptação. Como disse, esse é um dos meus livros preferidos do gênero e eu o adoro tanto que já o li 3 vezes. E não é que assim que eu terminei de assistir o filme saí do cinema com uma vontade quase incontrolável de ler o livro novamente?
Foi bom sentir raiva da Darcy mais uma vez, colocando nela o rosto da Kate Hudson. Ela encontrou a medida certa para demonstrar o quão egocêntrica a Darcy é. Mas também sentimos o porquê de ela e Rachel serem amigas, e não tem como não adorar as duas dançando ao som de “Push it”. É o tipo de coisa que só se faz com uma amiga de infância. Claro, o livro é mais profundo, o conflito e as relações são mais intensas, conhecemos detalhes da amizade das duas e o tipo de amiga que Darcy sempre foi. Conseguimos sentir mais raiva da Darcy pelo livro. O politicamente correto seria apedrejarmos a amiga que trai, que está atrás do noivo da outra, mas no caso nos surpreendemos torcendo pela tal amiga que trai e desenvolvendo uma gigantesca birra em relação à amiga traída, ao ponto de às vezes até pensarmos que ela merece. Na verdade a discussão que essa história aponta é que não existe certo e errado, preto e branco. A vida é uma enorme zona cinzenta e tudo depende do ponto de vista.
Espero que o filme sirva para despertar em todos a vontade de ler o livro, e se comover com a Rachel, compartilhar a opinião do Ethan, morrer de vontade de chacoalhar o Dex e tentar descobrir o que ele está pensando, e irritar-se profundamente com a Darcy. Sobre uma possível adaptação da sequência, os direitos do segundo livro também foram comprados e em algumas entrevistas que vi dos atores eles afirmam que é bem possível que ela seja realizada. Eu estou torcendo.
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Só assisti ao filme, e olha, não estou preparado no momento para digerir o livro, que quase sempre nos comove ...
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Oi Juliana, Sim, há mudanças, principalmente no ponto de vista mais amplo mostrado no filme do que a narrativa em primeira ...
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eu amei os dois, também. mas, discordo de você. para mim, o livro é um coisa e o filme é ...
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John Boyne
ISBN: 9788535911121
Editora: Companhia das Letras
Tradutor: Augusto Pacheco Calil
Ano de publicação: 2007
Páginas: 192
Preço de Catálogo: R$ 36,00
Onde comprar:
Submarino | Saraiva | Cultura
Um tema recorrente tanto na literatura quanto no cinema é a Segunda Guerra Mundial. Holocausto, Nazismo, Hitler, a SS, Campos de Concentração, Eixo e Aliados foram temas de inúmeras obras e explorados de diversas maneiras. Mas nenhuma os explora como o romance do irlandês John Boyne. É diferente porque não trás o ponto de vista de um judeu que sobreviveu aos horrores de um campo de concentração ou à perseguição dos nazistas, nem o de um soldado que presenciou as batalhas sem fim, ou da família que esperava angustiada pelo ente querido que estava em meio ao conflito, ou ainda daqueles que tentaram, mesmo que fora da linha de combate, ajudar os injustamente perseguidos. Em O Menino do Pijama Listrado o ponto de vista é o de um garoto ingênuo, que, apesar da guerra, só percebe alguma mudança em seu mundo pois tem que sair de sua bela casa para uma mais simples, afastada, no campo.
Bruno é um garoto de 9 anos que vive em uma espaçosa casa em Berlim com seus pais e sua irmã mais velha. Como toda criança, tem uma visão limitada do que acontece à sua volta, não sabendo sequer qual o trabalho do seu pai, só que é algo muito importante e que envolve incríveis uniformes. Não sabe que seu país está em guerra, apenas que terá que deixar sua casa e seus melhores amigos da vida toda para morar em um lugar isolado, onde não tinham outros meninos com quem ele poderia brincar. De sua antiga janela, se ficasse na ponta dos pés podia ver a cidade de Berlim, já de seu novo quarto, a visão que tinha era de uma enorme cerca e, atrás dela, centenas de pessoas, e todas elas usavam o mesmo pijama listrado. Ele não entendia porque aquelas pessoas continuavam de pijama, mesmo durante o dia. Decidido a explorar os arredores, Bruno chega bem perto da cerca e vê um menino que também usava aquele mesmo pijama listrado, que tinha a mesma idade que ele e quem ele passou a considerar um grande amigo.
Com uma narrativa diferente e interessante, o livro trata de um dos períodos mais tristes da história mundial: o Nazismo e o Holocausto, pelo ponto de vista de um menino inocente que sequer sabia como pronunciar “Führer” e “Auschwitz”, quanto mais era capaz de entender o que acontecia a sua volta, com o seu amigo (o do pijama listrado), ou com ele próprio. Era apenas um menino ávido por ver o mundo ao seu redor – nem que fosse explorando os cômodos da própria casa – e conhecer outras crianças com as quais brincar.
Mark Herman
Estúdio: Miramax Films
Lançamento: 2008
Duração: 94 minutos
Onde comprar:
Submarino
Em uma co-produção americana e britânica foi lançado em 2008 o filme de mesmo nome, que traduz de forma emocionante tudo o que vemos no livro. Existem algumas mudanças que no fim não fazem diferença e o filme acaba sendo tão comovente quanto o livro. Não posso deixar de dar um destaque para a atuação dos dois meninos, grandes responsáveis por isso. Em sua ingenuidade e inocência, Bruno – que no filme tem 8 anos – não consegue entender o motivo de tanto ódio por pessoas como seu amigo Shmuel e espera ansiosamente o dia em que os dois lados da cerca irão se entender (o que em sua cabeça é uma certeza), e ele e seu amigo poderão brincar livremente.
Bruno é um menino de olhos inocentes, que não percebem a maldade que o rodeia, que não tem ideia do quanto o ser humano pode ser vil e cruel, o quanto pode degradar outros seres humanos iguais a ele somente, por uma deturpada ideia, se sentirem superiores.
Tanto o livro quanto o filme são excelentes, mas tristes, muito mais pois apesar de ser ficção, têm como cenário um acontecimento real, vergonhoso, e que jamais deveria ocorrer novamente. Por fim, recomendo que separem um lencinho, tanto para o livro quanto para o filme, sendo impossível ficar indiferente a essa história.
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Oi Ana Paula, Esse livro é bom, né? E não seja tão dura, algumas adaptações de livros até que são boas (não ...
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Oi Alessandro, A narrativa do Varela é muito boa, simples e flui bem. Pena que ainda não consegui ler nenhum outro ...
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Oi Roberta, Jura que você pensou que eu ainda estava na faculdade? E que eu fazia jornalismo? rs Longe disso... ...
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Drauzio Varella
ISBN: 9788535906400
Editora: Companhia de Bolso
Ano de publicação: 2005
Páginas: 232
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Submarino | Saraiva | Cultura
Nessa volta – propriamente dita – da coluna, eu escolhi não só uma obra nacional, mas um livro nacional que é um premiado best-seller. Estação Carandiru foi escrito pelo conhecido médico Drauzio Varella, vencedor no ano 2000 do prêmio Jabuti (o mais importante prêmio literário do país) como Livro do Ano de Não-Ficção. Mais que um best-seller, é um fenômeno editorial, e nele o autor relata sua experiência. Conta o que presenciou ou ouviu dos presidiários com quem conviveu durante seus anos trabalhando na Casa de Detenção de São Paulo, o “Carandiru”.
Durante tais anos, Drauzio Varella tratou os doentes, tentou conscientizá-los quanto a questões de saúde, prevenir doenças, e ouviu muitas histórias. Juntando sua própria experiência, tudo o que viu e as histórias que ouviu, transformou em um livro. As histórias são as mais variadas e interessantes por serem reais. O autor também descreve com detalhes o complexo penitenciário, seus inúmeros pavilhões e a rotina do lugar. A mais importante das histórias contadas – e a de maior repercussão – talvez seja a do massacre ocorrido em 1992, em que a rebelião de um dos pavilhões e posterior invasão de policiais culminou na morte de inúmeros detentos – fato que ficou conhecido como Massacre do Carandiru. Pela contagem oficial, 111 detentos perderam a vida. Pela versão dos sobreviventes, entretanto, mais de 250 deles foram mortos pelos policiais, “… contados os que saíram feridos e nunca retornaram”. Nenhum policial perdeu a vida no incidente. O responsável pela operação, o Coronel Ubiratan Guimarães, inicialmente condenado, foi absolvido das acusações após recurso julgado anos depois.
O filme Carandiru foi lançado em 2003, e é muito mais do que o Rodrigo Santoro vestido de mulher. Mas não vou negar que esse é um curioso atrativo, rs. Com direção de Hector Babenco o filme trás um excelente retrato do que se conta no livro, além de uma amostra do sistema prisional brasileiro, do cotidiano dos detentos. Por óbvio, no livro há mais histórias que no filme, mas o filme é bastante fiel. Nem todas as histórias estão presentes, algumas são junções de duas ou mais, mas a essência permanece intacta, o que pra mim é o que faz as melhores adaptações. Podemos ver os momentos de lazer, os momentos mais tensos, as más condições do local…
Drauzio Varella hoje é conhecido de todos, figura fácil, com quadros em programa de televisão e participação ativa em diversas campanhas de saúde. Ganhou reconhecimento como escritor após o Estação Carandiru e possui outras obras publicadas e outras indicações a prêmios. Mas sem dúvida sua publicação mais famosa continua sendo este livro. O autor manteve seu trabalho como médico voluntário no Carandiru até sua desativação em 2002.
Nunca contei isso aqui, mas eu sou advogada e li esse livro na época em que estava na faculdade, época esta, inclusive, em que eu não lia nada que não tivesse alguma relação com o meu mundo jurídico. Enfim, apesar de não atuar na área criminal, estudei bastante sobre sistema prisional e esse livro abre uma grande discussão por mostrar o ponto de vista dos presidiários e de alguém que conviveu, sem preconceito, com eles. Mostra o descaso, a superlotação, péssimas condições do local, e a necessidade premente de todo o sistema prisional brasileiro ser revisto já que da forma que está não cumpre sua função. A finalidade da pena não é apenas retribuir com o mal o mal cometido mas sim de, além de punir o infrator e prevenir novos crimes, ressocializá-lo, prepará-lo para retornar à sociedade. Antes que eu me empolgue com a linguagem técnica – e assuste os que não estão acostumados a ela – deixo claro que isso é o que menos se vê no livro. Não foi escrito por juristas ou “especialistas” no assunto. Foi escrito por um médico voluntário que se dispôs a ouvir aqueles diretamente afetados, em uma narrativa simples. O livro conta a história de pessoas. O elemento humano é o ponto mais forte, o que também está presente no filme.
Como já mencionei, o complexo prisional foi desativado em 2002 e parcialmente demolido. Em seu lugar hoje existe o Parque da Juventude, que, entre outras coisas, conta com uma grande biblioteca. Como apaixonada por livros acho que não poderia ter fim melhor.
Durante todos esses meses de coluna vocês já devem ter percebido que além de gostar de ler eu adoro assistir aos filmes baseados naquilo que li e criticar bastante todas as mudanças que inevitavelmente são feitas nas histórias. Na verdade eu já fazia isso muito antes de começar a escrever a coluna, a ter um blog literário ou até mesmo de conhecer essa parte da blogosfera. Sempre que meus amigos vão assistir a um filme comigo eles perguntam se eu já li o livro porque sabem que se a resposta for sim eu com certeza vou fazer comparações. Nossa, isso me fez parecer chata, mas juro que eu sou legal e meus amigos ainda não desistiram de assistir filmes comigo e até me perguntam sobre as diferenças nas histórias. rs
Bom, como eu escrevi na primeira coluna, muitas obras literárias já foram adaptadas e a cada dia temos notícias de mais alguma adaptação dos livros atualmente mais populares. Dessa forma, matéria-prima para essa coluna é o que não falta. Mesmo assim ela anda ausente nos últimos tempos, e eu confesso que estou sentindo falta de escrever para ela. Mas, antes de voltar ao tema propriamente dito, hoje não vou tratar sobre nenhum livro ou filme. A coluna de hoje é
diferente para explicar algo. O Lorran já contou aqui que o Subtítulo está passando por mudanças e uma delas tem relação com as colunas. O que antes era semanal agora passará a ser mensal. Com isso teremos mais tempo para elaborar os textos, assim, com a mudança na frequência, posso até pensar em aceitar sugestões. Por isso, fiquem a vontade para sugerir nos comentários livros que tiveram adaptações cinematográficas e dos quais ainda não abordei aqui. Eu tento diversificar os estilos mas quem puder me dar mais ideias, ou até mesmo me contar de algum filme que eu não saiba que é adaptação ou algum livro que eu ainda não saiba que foi adaptado, eu agradeço.
Enfim, nossos encontros serão mais espaçados mas espero continuar contando com as visitas e os comentários de todos vocês.
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tb ñ sabia q tinha um filme sobre esse livro, até pq ele é meio recente eu acho hmm
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Já assisti o filme, muito bom! Tem vááááárias coisas diferente do livro, mas nem por isso perde a graça. Pelo ...
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Nossa.. eu não sabia que tinha um filme! E eu estava torcedo para que Melancia fosse parar nas telonas!
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Normalmente, os filmes são mais famosos que os livros em que foram baseados. Muitas vezes vejo, inclusive aqui nos comentários um “nossa, não sabia que era adaptação de um livro”. Existe o caso, porém, em que o famoso é o livro e pouca gente sabe sobre o filme. Bem, existe pelo menos um caso que eu saiba. Voltando a falar nos chick-lits, aqueles “livros de mulherzinha”, uma das maiores autoras do gênero é a irlandesa Marian Keyes. Ela possui livros maravilhosos, que misturam romance, humor e temas sérios como depressão, traição, abuso de drogas, morte e doenças. O livro de estreia dela, Melancia, é o caso citado de livro mais famoso que o filme.
Claire Walsh acaba de dar à luz a sua primeira filha. O que era para ser o dia mais feliz de sua vida se transforma em um desastre pois seu marido James escolhe justo esse dia para anunciar que está indo embora para viver com sua amante. Claire, desiludida e humilhada, pega sua filha recém-nascida e vai para a casa de seus pais enquanto sofre de uma terrível depressão pós-parto. Com a ajuda de sua louca e engraçada família ela começa a superar e as coisas começam a melhorar, principalmente quando ela conhece um dos amigos de sua irmã caçula, o charmoso Adam. Melancia, título da obra, é dado em razão da forma de Claire enquanto grávida. Ela se sentia e se parecia com uma melancia. Coitada…
O filme, de 2003, não é tão famoso porque foi produzido diretamente para a televisão na Irlanda. Por aqui só ficamos sabendo dele graças à santa internet, mas é fraquíssimo e só vale mesmo a título de curiosidade. O filme faz uma bagunça com a história, mistura tudo, troca o papel de alguns personagens, exclui outros, muda o enredo. Basicamente, o conflito da história é totalmente diverso. No filme, Claire acabou de se formar na faculdade e se muda da Irlanda para Londres com seu namorado, Adam. Após uma mentira dela sobre o trabalho, ele a abandona e volta para Dublin. Ela conhece e começa a sair com James, e só depois descobre que está grávida de Adam. James, por sua vez, acha que o filho é dele e só descobre a verdade no dia do nascimento e abandona Claire. Chega-se assim à parte que começa a ser semelhante ao livro e Claire vai curar suas mágoas voltando para a casa dos pais em Dublin.
Sou hiper fã dos livros da Marian, já li a maioria e sempre me impressiono com a forma com que ela consegue introduzir humor em temas de grande seriedade. Adoro os livros da autora, mas vou ser sincera que o Melancia não é dos meus preferidos dela – apesar de ser muito bom. Mas ele nos apresenta à incrível família Walsh, uma das mais excêntricas e engraçadas da literatura chick-lit, o que já vale a leitura. É o primeiro livro da série que conta a história de cada uma das irmãs Walsh, Claire, Rachel, Maggie, Anna e Helen, que continua nos livros Férias!, Los Angeles e Tem Alguém Aí. A Marian ainda está nos devendo escrever o livro sobre a caçula Helen, uma das personagens secundárias mais divertidas de todos os livros da série.
Por gostar tanto da família Walsh fiquei tão decepcionada com o filme. Além da bagunça da história e de mudarem o sobrenome da família – que no filme é Ryan – a única irmã existente é a Anna, e ela nem é tão divertida como no livro. Há algumas passagens que vemos no livro, mas a maior parte da história é diferente, e não um diferente bom. É mais um dos casos em que fico mil vezes com o livro. Aliás, recomendo todos os livros da Marian, principalmente agora que estão sendo lançados em edição de bolso, já que seus livros convencionais não são dos mais baratos.
Para quem acompanha a coluna não é segredo que eu tenho mania de ler livros que foram transformados em filmes e de assistir filmes que são adaptações de obras literárias. Normalmente eu prefiro ler o livro antes, mas às vezes eu só descubro que se trata de uma adaptação depois que já assisti ao filme. O livro de hoje faz parte desse último caso. Apesar de gostar mais do livro, conheci primeiro o filme. Trata-se do “E Se Fosse Verdade…”, romance de estreia e best-seller do escritor francês Marc Levy, publicado originalmente em 1999.
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Lauren é uma jovem médica residente que tem a vida totalmente voltada para sua carreira. Um dia, porém, sofre um terrível acidente de carro e entra em coma, ficando entre a vida e a morte. Mas ao invés de ficar inconsciente, seu “espírito” continua vagando por aí, e ela passa a maior parte do tempo em seu apartamento vazio. Alguns meses depois o apartamento é alugado por Arthur que, para surpresa de Lauren, consegue vê-la, e é o único que o faz. A princípio ele não acredita nela, até que vê seu corpo no hospital. Ela passa a acompanhá-lo aos lugares e eventualmente eles se apaixonam. Arthur então decide tornar sua missão de vida tomar conta de Lauren e descobrir um modo de curá-la. Para isso ele terá que enfrentar, inclusive, a mãe dela, que está decidida a desligar os aparelhos que a mantém viva.
O filme, de mesmo nome, com Reese Witherspoon e Mark Ruffalo foi lançado em 2005. É uma boa e velha comédia romântica. Rapaz conhece garota, rapaz e garota brigam como cão e gato, rapaz e garota se apaixonam perdidamente. A diferença é que nesse caso a garota está em coma, mas ainda assim “visita” seu antigo apartamento. E o rapaz, novo morador do local, é o único que pode vê-la e ouvi-la. Ele que tem seus próprios fantasmas interiores acredita que está lidando com um fantasma de verdade, que atravessa paredes, e tenta ajudá-la a fazer a “travessia”. Claro que ela, sabendo que está viva (apesar de não saber o que aconteceu), não quer ir a lugar nenhum, e passa a se meter em tudo que o novo morador de seu apartamento faz. Reese Witherspoon é uma das queridinhas entre as atrizes de comédia romântica e só a presença dela já é garantia de sucesso de público. Fora isso, o filme é realmente muito bom.
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95 minutos ![]() ![]() |
Entre as mudanças na adaptação, acho que a maior é relativa ao nome dos protagonistas. Enquanto no livro eles são chamados de Arthur e Lauren no filme eles são David e Elizabeth. Outras mudanças que podemos observar é que no livro o romance é mais intenso, o casal passa mais tempo juntos, sozinhos, e inclusive podem se tocar. Ainda, Lauren sabe desde o início qual é sua situação, que seu corpo se encontra no hospital, em coma profundo, já Elizabeth inicia a história completamente perdida. Isso sem considerar que a Lauren, a do livro, é morena e a Elizabeth, a do filme, é loira. Mas isso é o que tem menos importância. O final do filme também é diferente, indo além do contado no livro. De resto a história é basicamente a mesma, apesar de o filme ser mais leve e o livro mais profundo, como acaba acontecendo na maioria das vezes.
A obra possui uma continuação, um livro chamado “Encontrar Você”, já publicado no Brasil. Ainda não tive oportunidade de ler então não sei o quanto acrescenta à história. Mas seja como for, esse primeiro livro termina muito bem, e tem um final satisfatório.
Por fim, gosto quando os autores dos livros participam da elaboração do roteiro das adaptações, como é o caso desta, pois mesmo que haja mudanças ainda podemos reconhecer a essência da história – pelo menos na maioria dos casos. Aqui, por exemplo, como já dito, a adaptação vai além do livro, mas o final dado ao filme poderia muito bem ser aplicado ao livro. A meu ver se encaixaria bem. Acho que só mesmo em casos assim não é decepcionante um final diferente.
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Há 2o anos espero pela adaptação de Hobbit, por ter sido escrito para os filhos de Tolkien é o mais ...
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Me falaram que "eu sou o número quatro" é muito bom, estou louca pra ler!
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Mal posso esperar para ver como ficou Água para Elefantes. E sei que vou ter muitos momentos de vergonha alheia ...
5 Comentários
- Eu Sou o Número Quatro (I Am Number Four)
Três estão mortos. Eu sou o número quatro.

- Água para Elefantes (Water for Elephants)

- O Noivo da Minha Melhor Amiga (Something Borrowed

- Harry Potter e as Relíquias da Morte (Harry Potter and the Deathly Hallows: Part II)
Tudo acaba aqui.

- Capitães da Areia

- A Saga Crepúsculo: Amanhecer (The Twilight Saga: Breaking Dawn)

É a parte da história em que Bella parece que realizará seus maiores sonhos, e poderá ficar com Edward para sempre. Mas antes do final feliz, alguns obstáculos ainda necessitam ser ultrapassados. Depois de ler todos os livros e assistir aos filmes, não há como não ter curiosidade de saber como será esse filme, principalmente em relação aos efeitos especiais – sim, quero saber como vão fazer para que a Renesmee seja exatamente como descrita no livro.
- O Hobbit (The Hobbit)




















































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